
Os números mostram que o "bebê" como René Simões chama a equipe já está engatinhando, quase andando (pelo menos se comparado com o time de Bonamigo, de 2006).
Apesar da derrota de 3 a 1 para o Criciúma, na terça-feira, o Coritiba chegou à 11.ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B com uma arrancada superior àquela vivida no ano passado.
O time somou 19 pontos, contra 16 obtidos pelo grupo da edição passada. Mas apesar da pequena evolução, o recém-nascido de Simões não consegue dar muitos passos sem tropeçar.
A maior invencibilidade do time é de três jogos (duas vitórias, contra Remo e Brasiliense, e um empate, com o Ceará). Por sorte, quando o Alviverde não vence, os adversários diretos a uma das quatro vagas na elite para 2008, tropeçam.
"É normal o que acontece. Veja o Botafogo, líder do Brasileiro. Apenas depois de um ano e meio jogando com o mesmo time, conseguiu o equilíbrio ideal para caminhar sozinho", exemplifica René Simões, que considera razoável um ano para exigir passos firmes da "criança".
Apesar do tempo estimado pelo treinador para a independência do bebê coritibano, ele sabe que o elenco precisa superar rápido a derrota para o Tigre, em Santa Catarina. A grande chance é no próximo sábado, no ABC Paulista, quando encara o Santo André.
O zagueiro Henrique, o único titular nas campanhas de 2006 e deste ano, faz questão de não esquecer os motivos que levaram o time ao fracasso na primeira tentativa de regresso à Primeira Divisão.
"Temos de lembrar sempre que começamos bem e depois caímos. Mas agora temos um grupo unido. Ano passado, se formaram grupinhos no elenco, não havia o mesmo pensamento", enumera.
Ele observa que as campanhas podem até ser parecidas, mas para quem vive o dia-a-dia no Alto da Glória, a perspectiva é promissora. "O René conhece bem o elenco agora. Ele nos cobra a partir dos nossos erros. Aquilo que pecamos lá em Criciúma, temos obrigação de acertar contra o Santo André", diz.
Simões, por sua vez, já detectou outro ponto importante, que não teria sido trabalhado no ano passado: o moral do clube. "Falo para os meus atletas que a camisa pesa para alguns. Nós somos os únicos campeões brasileiros na Série B. O adversário é quem deve sentir a pressão", vibra.



