O técnico da seleção de vôlei, Bernardinho, pretende manter a base do time que se sagrou tricampeão mundial na Itália até a Olimpíada de Londres, em 2012, quando a maioria dos seus pupilos terá mais de 30 anos. "É claro que pode surgir um ou outro novo jogador até 2012 e eu espero que isso aconteça , mas a maior parte dos jogadores que disputaram o Mundial da Itália deve jogar também na Olimpíada", falou o treinador.
Para ele, o fato de a equipe ter uma média de idade avançada com 29,1 anos, era o segundo time mais velho do Mundial não significa necessariamente que a seleção precisa passar mais uma vez por uma renovação para os Jogos Olímpicos. Depois da conquista da medalha de prata em Pequim 2008, Bernardinho promoveu a convocação de uma série de novos nomes para a equipe nacional. Da antiga geração, restaram apenas Murilo, Dante, Rodrigão e Giba.
Naqueles Jogos, a média de idade da seleção brasileira era de 29,3 anos.
"Acho que um jogador pode jogar em um altíssimo nível na seleção até os 35 anos ou até mais", disse o treinador, lembrando que o líbero Escadinha, que completa 35 anos na sexta-feira, ainda é cotado para voltar à seleção. Em julho, o veterano foi submetido a uma cirurgia para a retirada de uma hérnia de disco e ainda se recupera. O líbero, que tinha 32 anos em Pequim, terá 37 nos Jogos de Londres.
Líder do grupo, Giba terá 35 anos e pretende se aposentar da seleção após a Olimpíada. Somente o levantador Bruno, o meio de rede Lucas e o ponta Thiago Alves, que hoje têm 24 anos, ainda não estarão perto de completar os 30.
Após conquistar o terceiro Mundial consecutivo, a seleção volta ao Brasil hoje. A delegação desembarca em São Paulo no começo da manhã, mas estará desfalcada de seu principal integrante: o técnico Bernardinho, que resolveu ficar alguns dias na Europa descansando com a família.
O líbero Mário Júnior foi o único que admitiu publicamente a marmelada protagonizada pelo time no Mundial. "O momento mais difícil foi entregar o jogo contra a Bulgária. No começo, eu não consegui. Não sabia como fazer, nunca tinha feito isso na minha vida antes", falou, ao canal SporTV, quebrando o discurso ensaiado pelo grupo. Giba preferiu deixar no ar. "Soubemos tomar a decisão certa na hora em que foi preciso. O que decidimos ficou entre a gente", disse.



