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Clima quente

Blecaute nos acréscimos provoca bate-boca nos vestiários

"Não dá para um time experiente como esse tomar um gol assim. Tinha um marcador para cada jogador deles... Agora temos de buscar fora de casa de novo". Sempre bem-humorado, o tom desanimado da entrevista de Rafael Mussamba simbolizou o sentimento de frustração que tomou conta do elenco paranista. No vestiário, esse clima de desolação rendeu muita bronca. O clima esquentou entre os jogadores.

Quem confirmou que o tempo fechou entre o grupo depois do jogo foi o autor do gol do empate, Maicosuel, que fez o primeiro com a camisa do Paraná. Segundo ele, é uma situação normal em uma equipe que quer vencer. "Teve uma discussão normal. Só um bate-boca", admitiu, sem se aprofundar.

Mantendo o ambiente de decepção, o zagueiro Émerson afirmou que a partida foi a mais difícil da competição. Não deixou, porém, de expor os problemas da equipe, ofensiva e defensivamente.

"Criamos, mas não fizemos os gols. Precisamos de mais confiança na finalização e frieza na defesa. O time estava quase inteiro na área quando sofremos o gol", opinou. "A classificação será decidida nas últimas rodada, principalmente porque temos tido esses blecautes em casa", concluiu.

Mostrando aparente tranqüilidade, o técnico do Paraná lamentou o gol inesperado no fim da partida, mas considerou que "é coisa do futebol". Luiz Carlos Barbieri elogiou o desempenho do time, citou o condicionamento físico ainda deficiente como prejudicial ao Tricolor e prometeu uma boa conversa na reapresentação, hoje à tarde, na Vila Capanema. "Temos de dar moral ao grupo."

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