Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Copa do Brasil

Bola aérea vira atalho para sucesso do Atlético no Rio

Quase metade dos gols sofridos pelo Vasco no ano foram originados em cruzamentos para a área

Paulo Baier brinca com a bola durante o treinamento no CT do Caju: classificação à semifinal da Copa do Brasil passa pelos lances de bola parada, especialidade do meia | Walter Alves/ Gazeta do Povo
Paulo Baier brinca com a bola durante o treinamento no CT do Caju: classificação à semifinal da Copa do Brasil passa pelos lances de bola parada, especialidade do meia (Foto: Walter Alves/ Gazeta do Povo)

O Atlético viaja hoje para o Rio de Janeiro com uma estratégia bem delineada – e treinada – para furar o sistema defensivo do Vasco. A partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil será amanhã, às 19h30, em São Januário. A receita é simples: explorar as bolas lançadas na área.

Dos 23 gols que o time carioca sofreu este ano, 11, ou 47,8%, ocorreram após cruzamentos. Destes, um foi em cobrança de falta e um em escanteio, que somados a dois pênaltis e uma falta batida direta totalizam 5 jogadas de bola parada que geraram gols. Sinal de que os laterais rubro-negros Rômulo e Paulinho, além do meia Paulo Baier, serão essenciais na estratégia do Furacão de sair da capital fluminense com a classificação para as semifinais sacramentada – no primeiro jogo, em Curitiba, houve empate por 2 a 2.

Ainda de acordo com o desempenho do Vasco na temporada, pode-se perceber que a maioria dos gols sofridos em cruzamentos saíram em jogadas originadas do lado direito do campo. Ou seja, indicativo de que o técnico Adilson Batista deve explorar a velocidade de Rômulo durante os 90 minutos. "O professor falou conosco. Já fizemos o nosso trabalho de vídeo para saber os pontos fracos [do adversário]", afirmou o meia Branquinho, que tem grandes chances de voltar a ser titular no confronto de amanhã.

Apesar de a matemática apontar para o excesso de gols em cruzamentos, Branquinho, adotando o tom politicamente correto, prefere elogiar os defensores do Vasco. "A zaga deles é bem postada, com jogadores de qualidade como o Dedé", disse, dando detalhes da conhecida estratégia atleticana. "Temos que aproveitar os lados do campo. Na hora que tiver uma bola parada, o Paulo Baier sabe bater muito bem".

Já Adílson Batista usou como exemplo uma boa chance que Manoel teve de cabecear ao gol na partida da semana passada para mostrar que o caminho da vitória passa mesmo pelos cruzamentos na área. "Vamos trabalhar. A gente passa, mostra e eles têm consciência disso [os gols sofridos pelo time carioca]", disse o comandante rubro-negro.

Porém, um problema que o Furacão terá de contornar para aproveitar as deficiências do adversário, é a falta de centroavante característico. Ontem, mais uma vez o treinador deixou nas entrelinhas que, por opção, não deve utilizar o argentino Nieto, cabendo a Madson ou Branquinho ser o companheiro de Guerrón no ataque. "Não adianta chegar à linha de fundo e não ter ninguém. Tendo um na área, a chance de fazer o gol é grande", lembrou o lateral-esquerdo Paulinho, o jogador que mais atuou neste ano pelo Atlético.

Por via das dúvidas, o técnico vascaíno Ricardo Gomes utilizou o treino de ontem para treinar lances de bola parada com sua defesa.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.