O Atlético tem boas chances de se safar de qualquer tipo de punição ocasionada pelo arremesso do rojão ao gramado da Arena no jogo contra o Figueirense, no último dia 18. Segundo Paulo Marcos Schmitt, procurador geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o registro do Boletim de Ocorrência (BO) e a detenção do autor do arremesso da bomba vão livrar o Rubro-Negro. "Como acontece em todos os casos desse tipo", ressaltou.
Contudo, a torcida rubro-negra ainda não pode respirar aliviada. Falta chegar às mãos dos procuradores do STJD o BO discriminado na súmula do árbitro paulista Paulo César de Oliveira, no qual devem constar os dados do autor do lançamento da bomba e o registro do ocorrido na Polícia Civil. Até ontem o documento não havia chegado ao tribunal.
De acordo com Schmitt, foram feitos dois boletins, um deles pela Polícia Civil e outro pela Polícia Militar. "Um deles já foi encaminhado, só falta chegar o outro para que seja feito o requerimento de arquivamento", explicou.
Não se sabe por que o outro boletim, necessário para fundamentar a salvação atleticana, ainda não foi encaminhado, tendo em vista que o procedimento tido como normal seria o registro do BO na Polícia Civil após a detenção feita pela Polícia Militar.
Caso ele não apareça, o Furacão pode ser enquadrado no Artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata das entidades que deixam de "tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto." A pena prevista nesse caso era a aplicação de multa de R$ 10 mil a R$ 200 mil e a perda do mando de campo de uma a dez partidas. (FM)



