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Brasileiro

Bomba lançada no gramado deve levar Atlético ao STJD

O Atlético pode ser denunciado pela terceira vez no ano por causa de incidentes na Arena. Na partida contra o Sport, sábado, uma bomba explodiu no Setor Buenos Aires Inferior. O árbitro Paulo César de Oliveira citou o fato na súmula, deixando claro que "o artefato partiu de torcedores do Atlético". O responsável pela bomba foi preso. Mesmo assim, a detenção não é garantia de que o clube não terá de encarar o tribunal.

"Se foi detido, o clube tem esse fator excludente. Mas uma bomba é preocupante, e está na súmula. Te­remos de analisar melhor", alerta o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt. "Foi uma única bomba e o responsável foi preso. O que mais tem de fazer? Matar o cara?", contesta o advogado atleticano Domingos Moro.

Hoje, o clube será julgado pelo arremesso de uma revista ao campo contra o Flamengo. Se punido, pode perder até 10 mandos e pagar multa de até R$ 500 mil (artigo 213, não tomar providências capazes de prevenir ou reprimir desordens). No mesmo duelo com o Fla, o técnico Antônio Lo­­pes foi denunciado por ofender o auxiliar Alte­mir Hausmann (artigo 188, pena de 30 a 180 dias).

"Levarei a revista para mostrar que não há potencial lesivo. O responsável foi preso. Já o Lopes, de­­penderá muito do depoimento (o Delegado também vai ao tribunal, no Rio). A estratégia será traçada em cima disso", diz Moro.

O Furacão já perdeu um man­­do e foi condenado a pagar R$ 20 mil por causa de uma troca de bombas entre as torcidas no Atletiba. Mes­­mo tendo sido posteriormente absolvido no recurso, o Atlético te­­ve de en­­frentar o Fluminense em Lon­­drina. Ficou livre apenas da pena pecuniária.

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