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Surfe

Brasil amplia fila sobre as ondas

Peterson Rosa foi traído pela última onda da bateria. Na mesma situação, Odirlei Coutinho rasgou, deu aéreo e flop, arrancou aplausos do público, mas não causou a mesma sensação na arbitragem. O jejum de vitórias brasileiras, dentro do país, continua no WCT de surfe.

A última vez foi com o mesmo Bronco que ontem caiu nas oitavas-de-final. O ano era 1998, a praia, a Barra do Tijuca, quando a etapa ainda era disputada no Rio de Janeiro. Mas dessa vez, ao invés de o paranaense levantar o caneco, se vestiu rápido, chutou uma cadeira, gritou dois palavrões e saiu sem falar com ninguém – é outro que deve receber a multa de US$ 500 por não atender a imprensa.

Ao contrário das baterias dos dias anteriores, ontem, contra o australiano Damien O’Rafferty, Peterson passou a parte final inteira tendo de correr atrás. Nos últimos segundos, remou para buscar uma nota 6,54, deu duas excelentes batidas, mas quando desceu, inexplicavelmente a onda acabou. Puro azar, mas que complicou tudo.

A 9.ª colocação no Brasil deixou o paranaense em uma situação bastante difícil no WCT. Ganhou 600 pontos, seu descarte era 410, e o que sobra é apenas 190, o que não deverá ser suficiente para alçar o atleta aos 26 melhores do ranking. A última esperança é uma Pipeline recheada de surfistas nativos – são 16 convidados locais.

A 4.ª fase da Nova Schin Festival acabou sendo realizada emergencialmente na Praia do Rosa – ler texto nesta página. Contou com uma boa presença de público. Mas a torcida nem teve tempo de assimilar a derrota de Bronco quando Odirlei caiu na água e, 30 minutos depois, voltou cabisbaixo.

O adversário era o havaiano Frederick Patacchia. A mesma história, apenas com o desdobramento diferente. Nos últimos 30 segundos, Coutinho pegou uma onda precisando de 7,40, saiu da água com a impressão de que havia conseguido, mas a avaliação dos juízes foi diferente.

A aventura do último convidado brasileiro que restava em Imbituba acabou aí. E se Peterson resolveu ficar calado, Odirlei o substituiu, voltando para a questão da falta de apoio. "Não sei quanto aquela onda poderia me dar. Tenho de ver pela tevê. Mas enquanto não houver uma estrutura maior por trás do surfista, vai ficar difícil esse jejum acabar", discursou.

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