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Erika e Marta observam a japonesa Ogimi chutar na saída de Andrea e marcar o primeiro gol do jogo em Cardiff | Glyn Kirk/ AFP
Erika e Marta observam a japonesa Ogimi chutar na saída de Andrea e marcar o primeiro gol do jogo em Cardiff| Foto: Glyn Kirk/ AFP

Semifinais estão definidas

Além do Japão, que eliminou o Brasil, os outros semifinalistas do futebol feminino foram definidos.De virada, a França despachou a Suécia de virada por 2 a 1. Nilla Fischer abriu o placar para as suecas. Laura Georges e Wendie Renard viraram o marcador. As francesas enfrentam o Japão, segunda, às 13 horas, me Londres.Do outro lado da chave, os Estados Unidos enfrentarão o Canadá, na segunda, 15h45, em Manchester. As norte-americanas confirmaram o favoritismo ao bater a Nova Zelândia por 2 a 0, gols de Abby Wambach e Sydney Leroux.As canadenses despacharam a Grã-Bretanha em Coventry por 2 a 0. Os gols foram marcados por Jonelle Filigno e Christine Sinclair.

A seleção brasileira de futebol feminino perdeu para o Japão por 2 a 0 e foi eliminada da Olimpíada de Londres. Foi a pior campanha do futebol feminino desde Atlanta 1996, na estreia da modalidade em Olimpíada. Desde então, o Brasil chegou pelo menos na semifinal. Nas duas últimas olimpíadas, em Atenas 2004 e Pequim 2008, as brasileiras conseguiram medalhas de prata, após derrota para as norte-americanas na final.

Neste ano, em Londres, tudo foi diferente para as brasileiras. Elas iniciaram os jogos sem o favoritismo esperado. A melhor do mundo também não vestia a camisa verde e amarelo, neste torneio olímpico, mas a azul nipônica. Marta fez uma Olimpíada abaixo do esperado. O jogo individual do Brasil não foi suficiente para superar a coletividade japonesa.

O jogo

Essa diferença entre o individualismo brasileiro e a coletividade japonesa ficou clara logo na metade do primeiro tempo. Enquanto as brasileiras tentavam arrancar com a bola em direção ao gol, as japonesas jogavam próximas uma das outras. Aos 26 minutos, em uma falta de atenção coletiva do Brasil, as japonesas bateram rapidamente e Ogimi apareceu sozinha, em posição legal, para marcar. Após receber a bola, a camisa 17 do Japão chutou rasteiro no canto esquerdo da goleira Andreia.

Dez minutos antes do gol japonês, o Brasil já mostrava um problema crônico escancarado durante toda a partida: os erros de conclusão. A paranaense Renata Costa perdeu um gol claro. Sozinha, ela pegou uma sobra e chutou para cima. A zagueira do Foz Cataratas entrou no jogo adiantada, quase como uma segunda volante. Essa surpresa tática, fez com que as brasileiras retomassem a posse de bola com muito mais frequência do que nas outras partidas.

O primeiro tempo parecia equilibrado. O Brasil tinha mais posse de bola, mas o Japão saía com mais velocidade e perigo.

Com um a zero no placar, o Japão se fechou e saiu para contra-ataque, no segundo tempo. Nervosas, as brasileiras não conseguiam criar. Aos 17’, Rosana cruzou pela esquerda e, Cristiane cabeceou sozinha por cima do gol. Com duas linhas de quatro na defesa bem postadas, as japonesas retomavam a posse de bola e a esticava para a Ogimi e Ohno. A dupla fez a diferença no ataque. Aos 27’ da etapa complementar, Ogimi saiu em velocidade pela esquerda e lançou para Ohno na direita, que cortou Erika e chutou forte contra a goleira Andreia, fazendo o segundo gol japonês.

Após tomar o gol da Ohno, o Brasil tentou no desespero, mas sem qualquer sucesso. A goleira Fukumoto fez boas defesas em chutes fortes e cruzamentos das brasileiras, que não tiveram chances muito claras de gol desde o chute de Renata Costa no primeiro tempo.

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