
Verona, Itália - A seleção brasileira masculina de vôlei se complicou no Campeonato Mundial da Itália ao perder ontem para Cuba por 3 sets a 2 parciais de 34/32, 18/25, 23/25, 25/21 e 15/12. Com o resultado, o time terminou em segundo lugar no grupo B e vai para Ancona, onde enfrentará dois fortes adversários na segunda fase: Polônia (1.ª do grupo F) e Bulgária (3.ª do grupo E). Da chave, sairão duas equipes para a terceira etapa, em Florença.
"Teremos uma bela pedreira", disse o ponta Giba, capitão do time. Segundo o paranaense, a dificuldade não foi oriunda apenas da derrota, mas também de outros resultados atípicos que colocaram seleções teoricamente favoritas fora da liderança dos grupos. "Mas a gente nunca teve vida fácil [em Mundiais]. A chave é essa e vamos lutar para nos classificar para a próxima [fase]", afirmou, lembrando que são sete ou oito times com condições de conquistar o título. O Brasil segue hoje para Ancona, onde pega a Polônia, na quinta, e a Bulgária, no sábado.
O técnico Bernardinho lamentou muito a derrota de ontem. "Apesar do resultado, foi uma das nossas melhores apresentações no ano". Giba, que só entrou em quadra no quarto set, concordou. "Foi um jo go tenso, muito equilibrado, digno de uma grandíssima final", avaliou. O melhor pontuador foi o cubano Hernández, com 28. O brasileiro Murilo marcou 24 pontos.
As duas equipes jogaram um vôlei de alto nível. O Brasil enfrentou dificuldades para segurar o potente ataque adversário, assim como os cubanos tiveram trabalho com Murilo, Vissotto e Dante, bem alimentados pelo levantador Bruninho. O jogador continua sem substituto. O colega de posição Marlon ainda se recupera de uma colite inflamação do intestino. A esperança é de que o jogador paranaense possa atuar a partir da próxima fase.
Para Bernardinho, Cuba sacou bem, enquanto o Brasil teve problemas no fundamento durante o quarto set e um pouco do tie break. "Perdemos contra-ataques em situações importantes. Taticamente fomos bem, mas tecnicamente cometemos erros. Se conseguirmos corrigir esses detalhes, vamos crescer de novo. É hora de levantar a cabeça. O caminho vai ficar mais difícil, mas nunca foi fácil. Nem em 2002 e nem em 2006", disse o técnico, lembrando da trajetória do bicampeonato.



