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Viagem ao passado: O presidente da Fifa, Joseph Blatter, bate bola em Robben Island, local que a Fifa escolheu para sua reunião de ontem. Com ele Tokyo Sexwale, Anthony Suze, Lizo Sitoto, Sedick Isaacs e Mark Shinners, sul-africanos que permaneceram presos no local durante o período do Apartheid. O reencontro com o passado trouxe boas lembranças para o grupo, que tinha o futebol como talvez única coisa boa daqueles tempos de opressão. O jogo era levado a sério, a ponto de os detentos criarem uma associação, a Makana Football Association. “O campo de futebol era o único espaço onde nos sentíamos livres. Os carcereiros estavam ali, com suas armas, vigilantes, mas, quando estávamos nesse campo, eles não existiam. O futebol nos mantinha vivos”, relembrou Suze | Gianluigi Guercia/AF
Viagem ao passado: O presidente da Fifa, Joseph Blatter, bate bola em Robben Island, local que a Fifa escolheu para sua reunião de ontem. Com ele Tokyo Sexwale, Anthony Suze, Lizo Sitoto, Sedick Isaacs e Mark Shinners, sul-africanos que permaneceram presos no local durante o período do Apartheid. O reencontro com o passado trouxe boas lembranças para o grupo, que tinha o futebol como talvez única coisa boa daqueles tempos de opressão. O jogo era levado a sério, a ponto de os detentos criarem uma associação, a Makana Football Association. “O campo de futebol era o único espaço onde nos sentíamos livres. Os carcereiros estavam ali, com suas armas, vigilantes, mas, quando estávamos nesse campo, eles não existiam. O futebol nos mantinha vivos”, relembrou Suze| Foto: Gianluigi Guercia/AF

Cidade do Cabo - O Brasil vai conhecer hoje os três primeiros passos que terá de dar na caminhada em busca do hexacampeonato – e dos US$ 31 milhões que a Fifa destinará ao campeão da Copa de 2010. E espera dar sorte no sorteio dos grupos do Mundial da África do Sul, que acontece a partir das 15 horas (horário de Brasília), no espaçoso e agora agitado Centro de Convenções da Cidade do Cabo. Depois de uma classificação tranquila nas Eliminatórias, tudo o que o técnico Dunga não quer é pegar uma chave dura já na primeira fase da competição.

A cerimônia será comandada pelo secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, e pela atriz sul-africana Charlize Theron. Pelo critério adotado, o Brasil obrigatoriamente vai enfrentar uma seleção europeia e uma africana (menos a anfitriã África do Sul, que é a cabeça de chave número 1). O outro adversário brasileiro na primeira fase da Copa será um representante da Ásia, da Concacaf ou ainda a Nova Zelândia, que estão colocados no mesmo pote (veja a distribuição dos potes na página 1).

Dunga desembarcou na Cidade do Cabo no início da noite de on­­­tem, a tempo de participar de jan­­­tar de gala oferecido pela Fifa a di­­­rigentes, treinadores e ex-jogadores. Nos últimos dias, ele tem de­­mons­­trado alguma ansiedade co­­m o sorteio. Além de esperar por um grupo fácil para o Brasil, o técnico quer aproveitar para fechar os últimos detalhes da estada da seleção brasileira em solo sul-africano durante o Mundial de 2010.

Outro técnico brasileiro que não esconde o nervosismo com o que acontecerá nesta sexta-feira é Carlos Alberto Parreira. "Dirigir a equipe anfitriã é uma sensação diferente e o sorteio representa, para mim, o início efetivo da Copa", admitiu o comandante da seleção da África do Sul, ontem, na Cidade do Cabo.

A cerimônia do sorteio dos grupos da Copa de 2010 tem duração prevista de 1 hora e 30 minutos. Astros do futebol como Beck­ham, Eusébio, Beckenbauer, Platini e Roger Milla estarão presentes no evento. E os africanos querem aproveitar a ocasião para mostrar um pouco de sua cultura. Assim, estão programadas apresentações do coral gospel Soweto, do cantor sul-africano Johnny Clegg e da cantora An­­gélique Kidjo, do Benin. Do lado de fora, shows de música e dança durante todo o dia prometem esquentar o clima de Copa do Mundo para o público.

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