
Vencer a Grã-Bretanha deveria ser fácil para o Brasil. Os donos da casa perderam 10 dos 12 amistosos de preparação bateram apenas Portugual, país sem tradição alguma na modalidade. Também caíram na estreia em Londres, diante da Rússia (95 a 75). Um apagão geral, no entanto, obrigou a seleção brasileira a se desdobrar para não passar vexame: fez 67 a 62, ontem à tarde.
No primeiro quarto, a equipe anotou somente quatro pontos, contra 11 dos adversários. Pior desempenho de uma equipe em uma parcial na competição antes, a Tunísia havia feito sete pontos contra a Nigéria.
"Nunca vi isso, não lembro na minha carreira de um placar tão baixo. Parecia que tinha um vidro tampando a cesta", declarou o técnico Rubén Magnano. Na saída da quadra, os jogadores também não se recordavam de um início tão ruim. Dessa forma, o que seria um triunfo tranquilo ganhou ares de clássico internacional. Com o equilíbrio, a cada ponto dos britânicos o ginásio lotado explodia em alegria.
A quatro minutos do final, o Brasil perdia por 57 a 56. Nas palavras de uma torcedora entrevistada pelo mestre de cerimônias, o melhor resumo do que sentimento no local: "O jogo está fantástico. Estou muito orgulhosa de ser britânica.".
A partir daí, entretanto, os brasileiros tomaram o controle do embate. "Não foi fácil. Mas soubemos o momento de reagir", declarou o armador Marcelinho Huertas, que marcou 13 pontos e fez 8 assistências. O cestinha foi Tiago Splitter, com 21 pontos.
Amanhã, será a vez de o Brasil de pegar a Rússia, às 12h45 (de Brasília). Adversário que vai exigir muito mais da equipe de Magnano.



