
A seleção brasileira venceu a Itália por 2 a 0 nesta terça-feira em amistoso internacional realizado no Emirates Stadium, na Inglaterra. A convincente atuação da equipe de Dunga abriu bem o calendário de jogos do Brasil, que promete muitas emoções nas disputas das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010 e da Copa das Confederações. Dunga, armando um time ousado e ofensivo, afasta de vez as especulações de uma possível substituição surgidas após a demissão de Felipão no Chelsea.O jogoUm dos nomes do jogo foi o meia Elano. Atuando como uma espécie de 3º volante (posição que o projetou para o futebol quando estava no Santos), o jogador dividiu com Ronaldinho Gaúcho a maioria das jogadas brasileiras. Autor do primeiro gol, ele lamentou que não tem tido chances em seu time, o Manchester City. "na seleção, graças a Deus, estou muito bem. Fico muito triste e chateado por não estar recebendo as chances que mereço no meu time", falou o jogador, que, neste jogo, não deixou a torcida sentir saudades de Kaká, contundido.
Pelo Brasil destaque para o volante Felipe Melo, que teve atuação discreta para a torcida, mas fundamental para a marcação do Brasil. Marcelo, pelo lado esquerdo, fez um bom jogo e parece ter confirmado a aposentadoria de Gilberto na seleção brasileira.
Na Itália, poucos jogadores se destacaram. De Rossi pela esquerda e Pirlo (mesmo falhando e entregando a bola para Robinho no segundo gol brasileiro), foram os melhores da Itália. Gillardino, Di Natale e seus substitutos, Rossi e Luca Toni (este último até criou boas chances, mas esbarrou no bom desempenho do goleiro Júlio César), foram os piores da Itália em campo.
Brasil sobra no primeiro tempo
A Itália teve um gol mal anulado aos 3 minutos de jogo. No primeiro lance de perigo da partida, Pirlo caprichou no lançamento em profundidade e encontrou Grosso, livre de marcação dentro da área brasileira. Grosso pegou de primeira e mandou para as redes do goleiro Júlio César, que não teve tempo de fazer nada. A arbitragem viu um impedimento (que não existia) e anulou o gol legítimo da Azzura.
O lance acordou os jogadores brasileiros e abalou os italianos. Em poucos minutos o Brasil passou a dominar a partida e a armar as principais jogadas. Com toque de bola preciso e jogadas ágeis, os brasileiros tornaram-se presença constante no campo de ataque.
Aos 12 minutos de jogo, provando a eficiência do futebol apresentado até então, o Brasil abriu o placar. Ronaldinho Gaúcho começou a jogada pelo lado esquerdo, tocou para Elano, que ajeitou de calcanhar para Robinho. O atacante devolveu a bola para o meia brasileiro, que fuzilou nas redes de Buffon.
Elano sobrou no meio de campo da seleção. Ajudado pelo bem disposto Ronaldinho Gaúcho e pela velocidade de Robinho além da presença de área de Adriano, prendendo a marcação dos zagueiros italianos o jogador organizou o setor criativo do Brasil.
Robinho encanta
Melhor no jogo, a seleção brasileira ampliou sua vantagem em um golaço do atacante Robinho. Depois da bobeada do meia Pirlo, o atacante brasileiro roubou a bola e invadiu a área italiana. O atacante chamou Zambrotta para o drible, pedalou e deixou o zagueiro perdido. Então chutou cruzado, de canhota, nas redes, sem chances para Buffon.
Depois do segundo gol, o Brasil diminuiu um pouco o ritmo, mas nem por isso deixou de pressionar. Aos 30 minutos o meia Ronaldinho Gaúcho assustou o goleiro italiano ao cobrar falta com perigo, mandando a bola rente a forquilha do ângulo direito. A resposta italiana veio em grande estilo.
Um minuto depois, De Rossi recebeu a bola no ataque e arriscou o chute. O tiro saiu com efeito e Júlio César teve muito trabalho para impedir o gol italiano, espalmando para fora. Aos 38 minutos, Elano, em jogada semelhante, chutou de "três dedos", de muito longe, e não marcou por centímetros.
Qualidade cai no segundo tempo
O técnico Marcelo Lippi comprovou o péssimo primeiro tempo do seu time ao realizar quatro modificações na volta para os 45 minutos finais. Pepe, Montolivo, Gilardino e Di Natale deixaram a equipe para as entradas de Perrota, Camaronesi, Rossi e Luca Toni.
Aparentemente sem interesse, os jogadores brasileiros tocavam de lado e esperavam a Itália tomar a iniciativa. A melhor chance do Brasil nos primeiros minutos saiu dos pés do adversário. Após cruzamento de Maicon, Zambrotta tentou tirar e quase chutou contra suas próprias redes.
Aos 18 minutos um lance bizarro. Após um cruzamento da direita, Luca Toni tentou o domínio e praticamente agarrou a bola com as duas mãos. Na seqüência, ele dominou e chutou nas redes de Júlio César. O trio de arbitragem estava atento e anulou o gol italiano, dessa vez acertadamente.
O técnico Dunga realizou sua primeira modificação aos 24 minutos, tirando Elano e colocando o lateral Daniel Alves (mais tarde saíram Adriano, Juan, Gilberto Silva e Robinho, e entraram Thiago Silva, Alexandre Pato, Josué e Julio Baptista). As mudanças não alteraram o ritmo de jogo ofensivo do Brasil e serviram apenas para movimentar o elenco.
Luca Toni criou grandes chances de marcar. A principal delas aconteceu aos 36 minutos, mas o chute à queima roupa parou na brilhante defesa de Júlio César. O goleiro brasileiro também impediu o gol após cobrança de falta de Grosso, a última chance da Itália no jogo.







