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MMA

Brasileiros dominam o UFC Rio

Anderson Silva, Shogun e Minotauro fizeram a festa da torcida, que mais parecia estar na arquibancada do Maracanã

Anderson Silva bate sem dó no japonês Yushin Okami pouco antes de a arbitragem interferir e encerrar o combate com a vitória do paulista radicado em Curitiba | Wander Roberto UFC
Anderson Silva bate sem dó no japonês Yushin Okami pouco antes de a arbitragem interferir e encerrar o combate com a vitória do paulista radicado em Curitiba (Foto: Wander Roberto UFC)
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Rio de Janeiro - Anderson Silva nocauteou quando quis. Maurício Shogun provou que está de volta à velha forma. Rodrigo Minotauro realizou o desejo de lutar e vencer pela primeira vez no Brasil.

O UFC Rio foi assim. Após de 13 anos longe do berço do esporte, o principal campeonato de artes marciais mistas (MMA) só poderia ter supremacia brasileira, acompanhada de boa dose de emoção. Os fãs que lotaram a HSBC Arena na noite de sábado não se arrependeram de ver de perto o Ultimate Fighting Cham­­pionship e voltaram para casa como chegaram: empolgados.

Dos oito combates envolvendo brasileiros, só um acabou em decepção. Na primeira luta, Luiz Banha Cané foi derrotado pelo invicto Stanislav Nedkov, da Bulgária. Mas depois os donos da casa mandaram no octógono, apoiados por um pú­­blico que parecia estar no Maracanã.

A última comemoração foi para o campeão dos médios, o paulista radicado no Paraná Anderson Silva. Gritos de "Olê, olê, olê, olá, Silva, Silva" ecoavam antes e depois de o lutador nocautear o japonês Yushin Okami, o último a lhe derrotar, cinco anos atrás. Spider bateu sem dó até ver o embate ser interrompido pelo árbitro no segundo round. Ao ser perguntado sobre qual seria o próximo desafio, respondeu com sua voz fina e a tradicional falta de modéstia: "Um clone". Agora ele tem o recorde de oito defesas de cinturão e 15 lutas de invencibilidade.

Após perder o título dos meio-pesados para Jon Jones, em março, o curitibano Maurício Shogun foi questionado se poderia voltar lutar em alto nível. A resposta foi direta. Pior para o americano Forrest Grifin. "O Shogun voltou", cantou a torcida. "Treinei duro, minha motivação é meu país", gritou o lutador.

Após ficar um ano sem competir devido a operações no quadril e no joelho, a lenda do MMA Rodrigo Mi­­notauro competiu pela primeira vez no Brasil em 12 anos de carreira. Enfrentou o norte-americano Bren­dan Schaub e ganhou na especialidade do rival: em pé, em vez de levar o confronto para o chão, onde seu jiu-jítsu é altamente perigoso.

Para completar, o peso leve Edson Barboza fez uma disputa acirrada com o inglês Ross Pearson e saiu vencedor em decisão dividida dos jurados. O carioca chegou a nove vitórias (e nenhuma derrota) e levou o bônus de melhor luta da noite.

Opinião - O melhor

Anderson Silva é mesmo o melhor do mundo no que faz. Escolhe como e em que momento ganhar. Pode parecer – ou talvez até ser – prepotente, mas sua habilidade o faz assim. De perto, a superioridade é mais impressionante. Spider controla o show. Brinca, bate, esquiva, provoca, incendeia a torcida. Contra Okami, foi exatamente assim. Anderson ganhou como quis.

Maurício Shogun não impacta tanto por sua qualidade, mesmo sendo acima da média. Seu carisma, entretanto, chamou a atenção. Não sabia que o curitibano tinha tanto carinho dos fãs. Ele foi ovacionado antes e depois da luta. "Ôôôô, o Shogun voltou...", cantava o público enquanto o ídolo, com a mão erguida e sorriso aberto, comemorava o grande resultado sobre Forrest Griffin. Foi um renascimento, após passar por uma fase difícil com a derrota para Jon Jones.

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