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Paranaense

Caio Júnior é o preferido da vez para assumir o Atlético

Técnico até já acertou o valor do salário com a diretoria rubro-negra, que cogita esperá-lo apenas para o Brasileiro

Apresentado oficialmente ontem pelo Atlético, Kléberson diz que aguenta jogar pelo menos parte do Atletiba de domingo, no Couto Pereira | Walter Alves/ Gazeta do Povo
Apresentado oficialmente ontem pelo Atlético, Kléberson diz que aguenta jogar pelo menos parte do Atletiba de domingo, no Couto Pereira (Foto: Walter Alves/ Gazeta do Povo)

Já foi Falcão, Zico, Bielsa... Ago­­ra o nome na cabeça dos dirigentes atleticanos é Caio Júnior. O atual técnico do Al-Gharafa, do Catar, deve ser o novo comandante do Furacão. Com as bases salariais acertadas, o problema está em quando o ex-treinador do Paraná, Palmeiras e Flamengo poderá desembarcar no Brasil.

O interesse rubro-negro não é novo. Porém sempre esbarrava no fato de Caio Júnior ter um contrato com a o time do Oriente Médio até maio. Agora, diante da falta de opções no mercado – Silas, o último especulado, está perto de acertar com o Avaí –, o Rubro-Negro cogita até esperar.

"Se ele definir que vem em maio para o Brasileiro, o presidente efetiva o [interino] Leandro [Niehues] até o final do Para­­naense. Mas desde que tenha acertado uma data com o Caio. Isso só parece que vai acontecer depois do jogo de sexta-feira do Al-Gharafa", explicou o gerente de futebol Ocimar Bolicenho, fazendo uma referência à partida pela Qatar Stars League, contra o Al Arabi. "Se passar do jogo e ele não der uma data para vir, não dá para contar mais com ele. Não pode brincar com coisa séria", complementou.

No entanto, pelo que a reportagem apurou, Caio Júnior pode desembarcar em março no CT do Caju. Em uma conversa ontem com o dono do seu time, o treinador escutou que poderia haver uma liberação caso existisse uma proposta. Uma nova reunião, que pode ser decisiva, foi marcada para sábado.

Se vier, o técnico já terá um conhecido ao seu lado. O atacante Lucas, que mantém contato com ele desde 1998. Uma relação que continuou até no Japão, onde os dois estiveram recentemente. "Conheço bem o Caio, tanto como pessoa, como treinador. Nunca trabalhamos juntos, mas todo mundo diz que é um excelente treinador. Se for ele, tenho certeza que o Atlético só tem a ganhar", apostou o jogador.

Enquanto isso, Niehues seguirá como o comandante da equipe no Atletiba de domingo. Com três vitórias em três jogos, o interino chega ao principal clássico estadual com a intenção de apagar os fantasmas do passado. Em 2010, após um jogo contra o Palmeiras, em São Paulo, ele chegou a escalar o volante Valencia improvisado na lateral direita no Atle­­tiba decisivo do Para­­naense que terminou com vitória al­­viverde e o consequente vice-campeonato atleticano.

"Hoje é um novo momento, novas opções. Os papéis estão invertidos, com o Cori­­tiba fazendo uma viagem longa e desgastante antes [para enfrentar o Ypiranga-RS, ho­­je]. Domingo vamos ver o que dá. Temos total condição de vencer, ainda que pese o bom momento do adversário", garantiu Niehues, sabendo que os três pontos são necessários para manter a esperança de conquistar o título do primeiro turno. Para o rival, o empate é o suficiente.

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