
Los Cardales, Argentina - Um jogou demais nesta temporada. O outro, de menos. Por isso Neymar e Paulo Henrique Ganso, duas das principais apostas brasileiras para a Copa América da Argentina, merecem cuidados especiais. Preparador físico da seleção, o curitibano Carlinhos Neves atendeu com exclusividade a equipe da Gazeta do Povo após o treino de ontem e explicou como a dupla do Santos está sendo preparada.
A particularidade de Neymar é a "rodagem" em 2011. Foram 35 partidas pelo Santos, seleção brasileira principal e seleção sub-20. "Precisamos cuidar muito bem dele para que não venha a se machucar, porque está mais jogado do que os outros", disse Carlinhos, que administra cargas maiores ou menores de trabalho aos jogadores dependendo da condição física percebida nas avaliações.
O preparador lembra que, aos 19 anos, o atacante ainda está em formação. "Tanto ele quanto o Lucas [meia do São Paulo, de 18 anos]. São jogadores que estão sendo trabalhados, estão em um processo de ganho de massa muscular, de maturação fisiológica", afirmou, considerando um ponto positivo Neymar não possuir um histórico de lesões mesmo apanhando muito em campo.
Ganso, ao contrário, apenas no último ano ficou afastado duas vezes entre agosto e março por causa da grave contusão no joelho esquerdo e, mais recentemente, seis semanas devido a um problema muscular. Tanto que só disputou 16 jogos em 2011. "Ele tem alguns cuidados que continuam lá em cima [no hotel]. Ainda fortalece a musculatura por causa da lesão no joelho e pela lesão muscular. Tem todo um trabalho que acompanhamos com os fisioterapeutas, de fortalecimento, de joelho, das banheiras quentes...", disse Carlinhos, lembrando que o jogador só disputou uma partida a decisão da Libertadores contra o Peñarol após ser liberado pela última vez pelo departamento médico do Santos.
A expectativa da comissão técnica é de que o rendimento do meia melhore durante a Copa América. "A tendência é que o ritmo, à medida que participe dos jogos, vá voltando. Era um dos que eu estava monitorando hoje [ontem] mais de perto para entender. Está indo bem", contou o preparador, carregando os apetrechos utilizados para medir a frequência cardíaca dos atletas durante o treinamento, no frio caminho entre o campo e as acomodações do hotel brasileiro.



