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Brasileiro

Carpegiani acerta a defesa, mas sofre com linha ofensiva

Maikon Leite tem garimpado espaço no time titular de Carpegiani | Hedeson Alves / Gazeta do Povo
Maikon Leite tem garimpado espaço no time titular de Carpegiani (Foto: Hedeson Alves / Gazeta do Povo)

Após conquistar 10 de 12 pontos disputados nos últimos quatro jogos, o Atlético pode ter uma certeza: o técnico Car­­pe­­giani conseguiu dar consistência ao sistema defensivo da equipe. Em compensação, mesmo com as três vitórias, os atacantes e meias de armação ru­­bro-negros ainda estão indefinidos.

Coincidência ou não, na úl­­tima derrota no Brasileiro, para o Palmeiras, há cinco rodadas, foi a última vez que o treinador atleticano montou uma linha de quatro za­­gueiros, formada por Lean­­dro, Gustavo Lazzareti, Rho­­dolfo e Bruno Costa. Depois disso, Wagner Diniz, Manoel, Rhodolfo e Paulinho formaram a defesa na série invicta de quatro partidas e tendo sofrido apenas dois gols nesse período.

Já na frente, os seis atacantes utilizados durante essa sequência sem derrotas mostram que Carpegiani ainda terá trabalho para alcançar a formação ideal. Com a ascensão de Maikon Leite, até Guerrón, a maior contratação atleticana na temporada, chegou a ir para o banco de reservas. Mas, pela última partida, o equatoriano recuperou o seu espaço junto com o argentino Nieto, fazendo com que Bruno Mineiro, o artilheiro da equipe, mas que não marca há cinco jogos, corra o risco de não ser escalado para o último confronto do primeiro turno, contra o Avaí, no do­­mingo, em Florianópolis.

Por fim, no meio de campo, com Branquinho ganhando espaço desde a vitória contra o Pruden­­te, o treinador até tentou escalá-lo ao lado de Paulo Baier. Não deu certo e, aparentemente, pode sobrar o banco para o maior artilheiro da era dos pontos corridos.

Diante desse desempenho ofensivo e defensivo, o gerente de futebol atleticano, Ocimar Bolice­­nho, preferiu valorizar o elenco. "Eu sou contra esta história de estatística. Para mim o importante é que, cada vez que precise substituir alguém, este substituto atenda as expectativas. Inde­­pen­­den­­te­­mente de achar se tem algum setor bom ou um que ainda precise de alguma coisa, o importante é que o grupo está respondendo", analisou o dirigente.

Questionado sobre a qualidade dos adversários nessa série positiva – Flamengo, Prudente, Grê­­mio e Ceará –, Bolicenho citou o último como exemplo. "Teoricamente, se poderia pensar que era o mais fá­­cil. E na verdade não é. Basta ver os resultados deles", argumentou. "A nossa equipe atingiu um ponto de maturidade que está resultando em pontos positivos. Mas é óbvio que é só começo", garantiu o ge­­ren­­­te de futebol.

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