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Brasileiro

Carpegiani estreia com virada “profética”

Ao colocar o contestado Alex Mineiro em campo, o novo técnico atleticano avisou ao jogador que ele faria o gol da vitória

Paulo Baier pega a bola depois de marcar o gol e beija o escudo do Atlético: raça recompensada | Pedro Serápio/ Gazeta do Povo
Paulo Baier pega a bola depois de marcar o gol e beija o escudo do Atlético: raça recompensada (Foto: Pedro Serápio/ Gazeta do Povo)

Atlético 3 X 2 Botafogo

Ao chamar Alex Mineiro para entrar no segundo tempo, o estreante Paulo César Carpe­­giani previu o desfecho perfeito para a sua estreia. "Você vai entrar e fazer o gol", disse o novo técnico rubro-negro ao único atleta do elenco com quem já havia trabalhado. E foi com um lance do até então contestado atacante que veio virada por 3 a 2 sobre o Botafogo, a saída da zona de rebaixamento e o resgate da confiança tão abalada no Atlético.

"Dei sorte. Ele é um goleador. Foi coincidência", amenizou o treinador, que havia se assustado ao chegar na Arena. "Quando entrei no vestiário, estava o maior silêncio. Parecia um sepulcro", revelou, ao fim de um jogo com tantas recuperações.

Assim como Alex voltou a render, Paulo Baier também desencantou no Brasileiro. "Acho que estava devendo um pouquinho jogar bem, liderar", assumiu o capitão, fundamental para restabelecer a tranquilidade à equipe. "Essa vitória dá motivação. Os atletas estavam precisando e o torcedor sai satisfeito", afirmou.

Após os dois gols do Botafogo (Herrera e Lúcio Flávio) em 25 mi­­­­nutos, a torcida atleticana re­­via os mesmos problemas. O nervosismo aparecia nas vaias e refletia em campo, com muitas falhas.

A reação começou com quem ainda não havia correspondido. O bom estreante Maikon Leite fez a assistência para Paulo Baier descontar para o Atlético. Na discreta comemoração, o meia catou a bola no gol e beijou o escudo.

Mas, para honrar mesmo o símbolo rubro-negro, era necessária a vitória. O próprio Paulo Baier deixou-a mais perto, com o empate em precisa cobrança de falta.

Como a noite era de reabilitação geral, até Alex Mineiro deixou o dele. Quatro minutos após entrar em campo, chutou fraco, a bola desviou em Fábio Ferreira, enganou o goleiro e foi para as redes. "Antes batia e a bola saía. Ago­­ra entrou. É sinal de que as coisas estão mudando para melhor. A gente fica feliz porque trabalha para ajudar a equipe", disse o ídolo.

Até a queda de rendimento no segundo tempo, detectada nas últimas rodadas, desapareceu. "A gente estava conversando sobre isso. Jogava bem [na primeira etapa] e caía. Mas esse jogo foi excelente. Agora é jogar também fora para trazer bons resultados", espera o atacante Bruno Mineiro.

A equipe viaja hoje para Salvador, onde enfrenta o Vitória no sábado. Um triunfo traria a paz necessária para o intervalo durante a Copa do Mundo, quando Carpegiani poderá implantar o seu "plano de voo".

"Agora ainda estamos tentando entrar no avião. Depois iremos abastecer, taxiar e só então tentar decolar", comparou o novo comandante.

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Veja a ficha técnica do jogo Atlético 3 X 2 Botafogo:

Em Curitiba

Atlético

Neto; Manoel, Rhodolfo e Leandro (Branquinho); Wagner Diniz, Alan Bahia (Fransérgio), Chico Paulo, Baier e Márcio Azevedo; Bruno Mineiro e Maikon Leite (Alex Mineiro).

Técnico: Paulo César Carpegiani.

Botafogo

Jefferson; Fahel, Wellington e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Túlio Souza (Sandro Silva), Lúcio Flávio (Caio) e Somália (Marcelo Cordeiro); Edno e Herrera.

Técnico: Joel Santana.

Estádio: Arena. Árbitro: Paulo César Oliveira (Fifa-SP). Gols: Herrera (B) aos 11/1º, Lúcio Flávio (B), aos 25/1º, Paulo Baier (A), aos 27/1º e aos 2/2º e Alex Mineiro (A), aos 13/2º. Amarelos: Branquinho, Alan Bahia, Bruno Mineiro e Márcio Azevedo (A); Leandro Guerreiro e Herrera (B). Vermelhos: Fahel (B), aos 7/2°, Wellington (B), aos 42/2º e Wagner Diniz (A), aos 45/2º. Público pagante: 12.356 (13.328 total). Renda: R$ 153.640,00.

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