
Vencer os dois jogos pré-Copa que restam para ter tranquilidade para conhecer o grupo, definir reforços e restruturar o Atlético é a intensão do contratado Paulo César Carpegiani, 61 anos. O novo comandante rubro-negro começa hoje o trabalho de recuperação da equipe vice-lanterna na tabela do Campeonato Brasileiro.
"Temos dois jogos importantes e a obrigação de vencer. Contamos com a nossa torcida", disse Carpegiani, antes da viagem para Curitiba. Hoje pela manhã ele comanda o treino no CT do Caju e amanhã dirigirá o time contra o Botafogo, na Arena. No próximo sábado, a equipe encerra a série de sete jogos antes do intervalo da Copa da África, contra o Vitória no Barradão.
O clube baiano marcou o último trabalho do gaúcho Carpegiani. Lá ele ficou entre abril e agosto de 2009, quando uma sequência de maus resultados acarretou na sua demissão após 11 vitórias, 6 empates e 9 derrotas.
Após a saída do Barradão, ele reclamou da falta de reforços, problema que comprometeu o trabalho do seu antecessor no Atlético, Leandro Niehues. Sua situação no Furacão não foi anunciada, mas ele estaria nos planos de Carpegiani para permanecer na comissão técnica. O novo contratado trará apenas o seu filho, Rodrigo Carpegiani, para ser um dos auxiliares.
"Não vou chegar dizendo que quero esse ou aquele [reforço]. Teremos tempo na parada [durante o Mundial] para avaliar a necessidade de [contratações]. Vamos buscar primeiro no elenco e, se for necessário, vamos tentar buscar elementos para nos ajudar nessa campanha", afirmou o treinador.
Após a chegada de Branquinho, Maikon Leite foi registrado ontem no BID (Boletim Informativo Diário da CBF) e a diretoria estaria em negociações avançadas com outros dois atletas. "Temos outros nomes também e vamos discutir com o treinador amanhã [hoje] para ver algo que se enquadre no pensamento dele", explicou o diretor de futebol Valmor Zimermann, que trabalhou com Carpegiani na sua passagem pelo Atlético em 2001. Uma campanha com 16 partidas, 11 vitórias, 3 empates, apenas 2 derrotas e 75% de aproveitamento.
Mesmo assim, o treinador deixou o clube e teria insinuado que sofria pressão para escalar jogadores. "Tudo passou, ele é um bom treinador e vai nos ajudar", aliviou Zimermann.



