
O desfecho final do caso Rafinha, volante do Toledo, era aguardado para a última sessão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no fim da semana passada. Contudo, o caso ficou de fora da pauta e só será analisado na volta aos trabalhos do tribunal, em janeiro de 2009. Até lá, o jogador do Porco continua com seu futuro incerto, e banido do futebol.
Para quem não se recorda, Rafinha foi quem deu a polêmica declaração em agosto deste ano, após o empate entre Toledo e Marcílio Dias-SC, partida última rodada da primeira fase do grupo 15 da Série C do Brasileirão. Na ocasião, o jogador teria dito que o empate foi combinado, uma vez que beneficiava ambos os times. O caso foi parar no STJD, o jogo foi anulado e repetido (com novo empate, agora por 1 a 1), e Rafinha terminou banido pela conduta, considerada antidesportiva.
O presidente do Toledo, Irno Picinini, explica que o jogador seguiu trabalhando com os companheiros durante todo o ano, e que vai se reapresentar normalmente no dia 2 de janeiro de 2009, quando começa a pré-temporada da equipe. O dirigente espera que a revisão do processo, pedida pelo clube, termine em final feliz para o jogador de 20 anos.
"Esperávamos que o caso fosse analisado nesta última sessão, mas agora vamos aguardar até o retorno dos trabalhos do STJD, no dia 15 de janeiro. Achei lamentável que não tenhamos tido o final disso tudo, para que o Rafinha já voltasse na nossa estréia pelo Campeonato Paranaense. Está claro para nós que fizeram uma lambança, o processo acabou arquivado porque não provaram nada. Então, não é justo impedir o jogador de exercer a sua profissão", disse Picinini, por telefone, à Gazeta do Povo Online.
O dirigente está confiante na reversão da pena, e diz que apoio ao jogador neste momento não está faltando. "O Rafinha é patrimônio do clube, está recebendo normalmente e usufruindo da nossa estrutura. Sabemos que não aconteceu nada, que ele é inocente e poderá voltar a jogar futebol", concluiu.



