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Série C

Rafinha depõe em Curitiba e alimenta sonho de voltar a jogar pelo Toledo

Volante foi banido do futebol por suposta “armação” contra o Marcílio Dias-SC, e conclusão de inquérito pode ajudar jogador a retornar aos gramados

Rafinha também depôs em Curitiba e alimenta sonho de voltar a jogar profissionalmente | Divulgação / Toledo
Rafinha também depôs em Curitiba e alimenta sonho de voltar a jogar profissionalmente (Foto: Divulgação / Toledo)

O volante Rafinha e mais cinco jogadores do Toledo estiveram em Curitiba nesta sexta-feira para depor no inquérito do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que analisa a participação de jogadores do Porco e do Marcílio Dias-SC em um jogo "armado" na Série C do Brasileirão. O empate sem gols no dia 27 de julho no 14 de Dezembro e uma entrevista de Rafinha após o jogo resultaram na realização de uma nova partida e no banimento do volante do futebol.

O encontro entre os seis atletas do Toledo, outros seis do Marcílio Dias, além dos técnicos Leandro Campos (Toledo) e Sérgio Ramirez (Marcílio) e dos presidentes do Porco, Irno Picinini, e do Marcílio, Marlon Bendini. "Todos eles depuseram para o inquérito que avalia a possível participação de outras pessoas, além do Rafinha, na possível armação do resultado do jogo. O auditor Caio César Rocha esteve em Curitiba para colher os depoimentos", explicou o procurador geral do STJD, Paulo Schmitt, à Gazeta do Povo Online.

Entre as 11h e às 14h30 desta sexta-feira, todos os envolvidos depuseram em uma sala na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Curitiba. Agora o árbitro da polêmica partida será ouvido em São Paulo e em uma semana o procurador designado para concluir o inquérito, Alessandro Kishino, deverá definir se oferece ou não denúncias contra outros possíveis envolvidos na "marmelada".

Enquanto retornava a Toledo, o volante Rafinha não quis falar com a reportagem, mas o presidente Irno Picinini comentou que o jogador, apesar de abalado, acredita que o próprio inquérito pode ajudá-lo nas próximas semanas. "Dependendo da conclusão do procurador, o inquérito pode até ajudar o Rafinha", complementou Paulo Schmitt. A defesa do jogador deve pedir a revisão da pena, ainda na esfera desportiva, o que abre a possibilidade de que o volante passe de banido a jogador suspenso por um tempo determinado, podendo após este período retornar ao futebol.

Em Toledo, o supervisor de futebol Valmir Machado revelou que Rafinha continua treinando normalmente com o restante do elenco, e a esperança de todos é que o jogador volte ao time em breve. "Ele e todos nós esperamos por isso o mais rápido possível. É um bom garoto que não merece passar por isto", disse o dirigente.

De acordo com o advogado Domingos Moro, que se ofereceu para trabalhar de graça na defesa de Rafinha, é possível conseguir a desclassificação do artigo que gerou a punição do jogador. "É possível que a pena seja mais branda. O otimismo para que ele volte a jogar é grande, só não é absoluto neste momento porque não me contactaram ainda para ajudar", brincou Moro.

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