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Ginástica

Centro de ginástica aguarda patrocínio para manter seleção em Curitiba

Se não conseguir verba, estrutura ficará apenas para as escolinhas, sem os treinos de alto rendimento

Ginasta treina no Cegin: centro precisa de ajudar para conseguir manter as atletas da seleção brasileira treinando em Curitiba | Henry Milleo/Gazeta do Povo
Ginasta treina no Cegin: centro precisa de ajudar para conseguir manter as atletas da seleção brasileira treinando em Curitiba (Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo)

O Centro de Excelência de Ginástica (Cegin), um dos principais polos de formação de ginastas do Brasil, em Curitiba, vive a expectativa de renovar patrocínios para a continuidade do projeto. O prazo vence em março.

"Se não tiver nenhum tipo de ajuda, não temos como manter o treinamento. A escolinha até é possível, mas não o alto rendimento", avisa a coordenadora do Cegin, Eliane Martins.

O funcionamento da estrutura requer R$ 10 milhões a cada 14 meses. Grande parte do dinheiro vai para treinadores e profissionais que trabalham em função de atletas da seleção brasileira e da equipe júnior. Sem contar a manutenção de todo o centro.

A dificuldade para captar recursos é recorrente, seja via lei de fomento ou por meio de patrocínios diretos. "Já passamos muitas dificuldades, mas [o Cegin] nunca fechou. Acredito que, de uma maneira ou de outra, vamos conseguir", espera Eliane. Conversas com possíveis patrocinadores estão em andamento, mas nada foi definido até agora.

O Cegin funciona em um ginásio cedido pela Secretaria de Esporte estadual. Os equipamentos são novos. Em agosto de 2014, o Ministério do Esporte, em um convênio com a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), cedeu aparelhos de ponta.

A indefinição aparece a pouco mais de um ano para os Jogos Olímpicos do Rio. Sete atletas da seleção brasileira treinam em Curitiba, entre elas Daniele Hypólito e Lorrane Santos. O espaço, inclusive, foi base da seleção para as Olimpíadas de Atenas (2004) e Pequim (2008).

A CBG informou, via assessoria de imprensa, que não pode interferir na situação do Cegin, mas que vai manter as atletas da seleção em atividade em outros locais. Um deles é o Centro de Treinamento da modalidade na HSBC Arena, no Rio de Janeiro, inaugurado em 16 de janeiro com recursos do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e da prefeitura do Rio – só o investimento da cidade foi de R$ 2 milhões, enquanto o COB vai cobrir as despesas para o local funcionar.

Em princípio, as atletas do Cegin vão realizar campings no CT de tempos em tempos, até o início da Olimpíada, em especial em épocas que antecedam a competições. Cinco delas, inclusive, estiveram lá na semana passada para um período curto de treinos.

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