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Copa das Confederações

Centroavantes dão agressividade à Fúria

Na Copa das Confederações, Espanha descobre camisas 9 de sobra para dar mais agressividade ao esquema de toque de bola

O técnico Vicente Del Bosque tem várias opções para formar o ataque: Soldado, Fernando Torres, Fàbregas e David Villa | Sergio Moraes/ Reuters
O técnico Vicente Del Bosque tem várias opções para formar o ataque: Soldado, Fernando Torres, Fàbregas e David Villa (Foto: Sergio Moraes/ Reuters)

A Espanha desembarcou no Brasil para a Copa das Confederações discutindo a falta de um camisa 9 legítimo para dar mais agressividade ao seu time de sequências eternas de trocas de passe. Neste domingo (23), encerra a primeira fase com uma profusão de opções para a função de aríete, como é chamado no país campeão mundial o homem de área. O jogo contra a Nigéria está marcado para 16 horas, na Arena Castelão, em Fortaleza.

A Fúria assegura o primeiro lugar no grupo com um simples empate. As Super Águias precisam ganhar e torcer para que o Uruguai não goleie o Taiti por uma diferença que a supere no saldo de gols: quatro para os africanos, zero para a Celeste.

Vicente Del Bosque convocou para o torneio quatro jogadores capazes de exercer a função de matador. Dois especialistas, Roberto Soldado, do Valencia, e Fernando Torres, do Chelsea; dois improvisados, Cesc Fàbregas e David Villa, ambos do Barcelona. Todos foram usados nas duas partidas, contra Uruguai e Taiti, sempre combinando um especialista a um falso 9, e deixaram ótima impressão.

Na estreia diante dos uruguaios, Fàbregas deu um passe magistral para Soldado marcar seu sexto gol em dez partidas pela seleção. No massacre por 10 a 0 sobre os taitianos, Torres saltou direto para a artilharia do torneio, com quatro gols, seguido de Villa, com três.

"Todos têm qualidades muito especiais que os convertem em jogadores muito úteis e de grande nível", comentou Del Bosque logo após a vitória no Maracanã.

Torres e Villa têm mais história na seleção. El Niño coleciona 35 gols em 103 jogos. O mais importante deles, o do título da Euro-2008, a primeira da série de conquistas que elevou a Espanha ao topo do futebol mundial. Villa era o titular do ataque na Copa de 2010. Fez os dois gols do triunfo sobre Honduras, na primeira fase, e nos 1 a 0 sobre Portugal e Paraguai, nas oitavas e quartas de final, respectivamente.

"Eles são impressionantes. Não conseguimos detê-los em momento nenhum. Se continuarem jogando assim, serão facilmente os goleadores do campeonato", elogiou Eddy Etaeta, técnico do Taiti. "Vê-los jogar neste nível é reconfortante e mostra que ninguém é imprescindível nesta equipe. Essa é a força da Espanha", reforçou Soldado.

Hoje, contudo, Soldado e Fàbregas devem reassumir a titularidade. Junto com Xavi, Iniesta e o estilo de toque de bola da Espanha. Diferença sentida estatisticamente. Contra o Uruguai foram 1.036 passes (88% de acerto). Diante do Taiti, "apenas" 714, com aproveitamento de 86%.

"Todos jogamos nas melhores equipes do mundo, e por isso não nos falta confiança. Se a minha atuação serve para eu ganhar um lugar? Não preciso demonstrar nada a ninguém, já jogo com esta camisa há mais de dez anos", discursou Villa, pedindo nas entrelinhas um lugar na nova forma de jogar do ataque espanhol.

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