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Basquete

Cestinha do Londrina vive melhor momento da carreira

Guilherme volta a Bauru, sua cidade-natal: segundo maior pontuador da liga | Divaldo Moreira/Gazeta do Povo
Guilherme volta a Bauru, sua cidade-natal: segundo maior pontuador da liga (Foto: Divaldo Moreira/Gazeta do Povo)

O jogo entre Bauru e Londrina, hoje, às 20 horas, no interior de São Paulo, promove o reencontro do ala-armador Guilherme Filipin com a cidade em que nasceu justamente no melhor momento de sua carreira. Aos 26 anos, ele é o segundo maior cestinha do Novo Bas­­quete Brasil (NBB), com 23,3 pontos por partida – perde apenas para Marcelinho, do Flamengo, média de 24,5.

"Conheço o Guilherme desde o início da carreira e nunca o vi jogando tão bem", resumiu o técnico Enio Vecchi, antes da vitória de sexta-feira passada, sobre o Araraquara – Guilherme, com 23 pontos, foi o cestinha.

A precisão nos arremessos reflete a satisfação do número 11, de 1,90 m de altura, na sua vida pessoal. As boas lembranças da passagem anterior pela cidade, em 2005, fizeram o jogador fixar residência em Londrina. Assim, tem a mulher e a filha, de um ano e seis meses, mais próximas no dia a dia. Um alívio para quem nasceu em Bauru, foi a São Paulo revelar-se pelo Pinheiros e acostumou-se a passar muito tempo longe de casa.

"Não tem preço que pague po­­der acompanhar o crescimento da minha filha. Todos os dias estou em casa com ela e isso me deixa muito feliz. Tive até propostas de ir para outro time, mas essa possibilidade de ter minha família por perto é que pesou mais", conta.

A cada vez que o jogador mo­­ve o corpo para lançar a bola con­­tra a cesta essa felicidade fica mais evidente. Além dos arremessos simples, Guilherme tem se destacado nas chutes de três pontos e também nos lances livres, jogada em que ele li­­dera como maior pontuador, com aproveitamento de 78,67%, acompanhado de perto por Marcelinho, do Flamen­­go, com 78,26%. "(Ser o cestinha) É uma coisa legal, mas acho que aconteceu naturalmente."

Aconteceu também com muito trabalho. Guilherme é visto treinando antes e depois dos coletivos. "Eu tenho mesmo treinado coletivo e individualmente e cada dia acho que melhoro um pouco. Acho que o Enio (Vecchi, técnico do Lon­­drina) está confiante e o meu jogo está bem dividido com lances livres, pontuação de dois e três pontos."

Em quadra, ele conta que já está sentindo a diferença em ser a referência da equipe. "A marcação está ficando mais forte, mas nosso time tem muito para crescer cada vez mais. Espero continuar ajudando."

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