
A chapa Alternativa Paraná Forte se desintegrou. Ontem à noite, após mais de duas horas de reunião, o ex-presidente José Carlos de Miranda e aproximadamente 30 de seus seguidores decidiram não disputar a eleição paranista no próximo dia 11 de novembro. O apoio ao grupo de Aquilino Romani e Aramis Tissot, que parecia bastante próximo, ficou inviabilizado pela opinião geral do movimento. Assim, pelo menos por enquanto, haverá bate-chapa apenas entre Revolução Tricolor e Coração Paranista, de José Alves Machado. O prazo para a inscrição vai até três dias antes do pleito.
"Eu não serei mais candidato à presidência. Estou desgastado e vou me afastar do processo", disse Miranda, em tom desanimado. "O nome do Aquilino agrada, mas o grupo que ele tem ao seu lado não. Não é revolução, é a situação junto com o Aramis. Senti que foi armação contra mim, quando propus o nome do Romani. A chapa já estava composta", reclamou, reforçando que nunca pretendeu cargo em uma composição.
"Eles (Revolução Tricolor) nunca nos deram espaço, não demonstraram interesse. Por quê iríamos apoiá-los se não temos importância?", criticou o ex-candidato a vice, Daor de Oliveira. "Existe livre arbítrio. Cada um tem sua opinião e está liberado para escolher quem achar melhor", emendou, depois de revelar voto à chapa de Machado.
Com ou sem apoio, Romani confirmou que não haveria negociação por posições em uma possível próxima diretoria. "Minha decisão (ser candidato) é em função do Paraná. Se quiserem, podem nos apoiar. Mas não vai existir nenhum tipo de acordo. Esse não é nosso jeito de trabalhar", afirmou, antes do encontro que selou o fim da chapa adversária. "No futebol não há essa possibilidade (composição). Nosso projeto está fechado", apontava Tissot, que será, em caso de vitória de seu grupo, responsável pelo futebol do Paraná.
"Já tenho toda a estrutura pronta. Não posso desapontar quem me ajudou", explicou Machado, único já inscrito na eleição. "Não posso mentir para o torcedor. Não posso prometer títulos. Não vamos fazer loucuras. Temos de organizar o clube para o futuro, ou ele desaparece".



