
A cidade de Maringá deverá ficar sem futebol profissional em 2009. Saudosa dos tempos áureos do Grêmio, a torcida do município receberá, no início da semana que vem, a notícia de que a Adap Galo, a partir do ano que vem, só participará de competições amadoras, de base.
A decisão deve confirmar, em parte, o boato que começou semana passada na região de que a parceira entre os clubes se desfaria e o Galo teria de iniciar de novo na Terceira Divisão, já que a vaga na Série Ouro era da Adap. Mas a história é um pouco diferente.
A sociedade entre os times de Campo Mourão e da Cidade Canção, firmada em 2007 será mantida. Mas a fusão servirá apenas para negociar atletas ou colocá-los em outras equipes em troca de uma porcentagem na venda. Seria algo semelhante ao que faz o PSTC com o Atlético, com a diferença que a Adap Galo, por enquanto, não tem um parceria fixa.
"É quase uma certeza que não vamos disputar o profissional", afirma Marcus Falleiros, empresário que detém 50% da parceria.
Entre os motivos da desistência, o principal é o prejuízo que o Campeonato Paranaense dá ao clube do interior. Principal-mente quando a equipe não chega à fase final ou, nas projeções para os novos moldes da competição, de pontos corridos, não disputa o título ou vaga à Copa do Brasil.
"Ficaremos só com as categorias de base. O profissional da prejuízo. E em uma cidade como Maringá, que cobra muito do time, não adianta colocar só meninos para jogar. É melhor não participar do que dar vexame", completa Falleiros.
Adílson Batista, a outra ponta da sociedade estava em reunião, não quis comentar sobre o abandono, mas também garantiu que a sociedade está mantida. Batista ainda tenta arranjar um patrocinador para que o clube dispute a Série Ouro. Ao menos foi esse o assunto da reunião que ele teve, na semana passada, com o presidente da Federação Paranaense de Futebol, Hélio Cury.
Por isso, o dirigente maior do futebol do estado acabou sendo pego de surpresa com a possibilidade real de ter de mexer na competição prevista para começar no dia 25 de janeiro. Na nova fórmula, as 16 equipes se enfrentariam em turno único. Os oitos primeiros colocados se classificam para a segunda fase, de todos contra todos, em turno único também, de onde se conhecerá o campeão.
"Quando conversamos os dirigentes me falaram que estavam bem encaminhados com um patrocinador. Agora você me fala um coisa diferente. Se o Adap Galo desisitir, vou analisar com o jurídico. Mas só há duas opções a meu ver: fazer o campeonato com 15 ou subir mais um", afirma Hélio Cury.



