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César Cielo brinca com o “salva-vidas” do Troféu José Finkel: “Não tenho controle da minha conta bancária no Brasil.” | Fotos: Satiro Sodré/ CBDA
César Cielo brinca com o “salva-vidas” do Troféu José Finkel: “Não tenho controle da minha conta bancária no Brasil.”| Foto: Fotos: Satiro Sodré/ CBDA

Gabriella comprova grande fase

Gabriella Silva provou que vive mesmo um grande momento. Sétima colocada nos 100 m borboleta em Pequim-2008, a nadadora chegou em terceiro lugar nos 50 m livre do Troféu José Finkel nadando borboleta – o normal é crawl, por ser um estilo mais rápido. Gabriella conseguiu o tempo de 26s22 na final, tendo sido superada apenas por Flávia Delaroli (25s54) e Tatiana Lemos (25s79). "Meu negócio é o borboleta. Não vou mudar de estilo não", afirmou a nadadora, que fez o tempo melhor do que seu recorde sul-americano nos 50 metros borboleta, 26s69 – só não poderá ser homologado porque a prova era de nado livre.

Outro destaque foi Thiago Pereira, que venceu os 200 m peito.

César Cielo voltou atrás, afirmou que estava "errado em vários pontos" e disse, ontem, ter entrado em acordo com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), a quem criticou duramente na terça-feira – tendo pedido, inclusive, para que a medalha de ouro olímpica conquistada na prova dos 50 metros livre não fosse vinculada à entidade.

"Nada como uma boa conversa para colocar as coisas a limpo. Como não nos falamos desde Pequim, faltou comunicação", informou, constrangido, o campeão olímpico, pouco antes do início das primeiras finais do Troféu José Finkel, realizadas na manhã de ontem, no parque aquático do Corinthians.

Em entrevista a vários jornalistas na tarde de terça, Cielo fez inúmeras críticas direcionadas à CBDA. Lembrou do fato de seus pais, César Augusto e Flávia, não terem recebido ingressos prometidos pelo presidente da entidade, Coaracy Nunes, para assistir às provas no Cubo D’Água. Falou também que era pressionado a voltar a nadar no Brasil, que ficou períodos sem receber a verba de patrocínio dos Correios repassada pela CBDA e que Coaracy importunava seus pais com ligações sem fim, insistindo para que ele comparecesse a eventos – como uma visita ao Palácio do Planalto antes da viagem para a China. Fatos que já haviam sido relatados pelo pai do nadador lá em Pequim, há duas semanas.

Cielo disse, ainda, que pagou a preparação para Pequim com dinheiro do próprio bolso, incluindo as diárias de seu técnico, o australiano Brett Hawke. Esse foi o ponto contestado por Coaracy Nunes. Depois de uma reunião entre dirigente e nadador, César amenizou o discurso.

"Na verdade, eu já havia recebido alguma coisa, mas não sabia. Não tenho controle da minha conta bancária aqui no Brasil", assegurou. "O Coaracy disse que o restante dos pagamentos será ressarcido. Eu só preciso apresentar os comprovantes."

O fato é que, durante a conversa, o presidente da CBDA mostrou a Cielo alguns documentos relativos a pagamentos. Provas que seriam apresentadas à imprensa caso o nadador não se retratasse.

"Eu não tenho sangue de barata. Teria que me defender", disse o dirigente. "No fim, vocês (jornalistas) criaram polêmica, mas até me ajudaram."

Do encontro, César Cielo saiu com um compromisso, anunciou Coaracy: nadar na etapa de abertura da Copa do Mundo, que será realizada de 10 a 12 de outubro em Belo Horizonte (MG). "Eu pedi e ele vai fazer isso por mim." O presidente da CBDA, aliás, ficou próximo de Cielo em todos os momentos possíveis. Fez questão de mostrar que tinha a situação sob seu controle em duas conversas isoladas diante do público: uma, logo após o hasteamento das bandeiras, antes do início das provas. Outra, perto do vestiário, durante a saída dos atletas, ao fim do torneio.

"O importante é que tudo foi resolvido civilizadamente", reiterou Coaracy. "O que falei ontem (terça) fica no passado. Vamos passar uma borracha", pediu Cielo, sem esconder a contrariedade.

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