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Cigano da bola, artilheiro gaúcho reforça o Coritiba

Jefferson, 26 anos, rodou o país e até o mercado internacional. Agora se anima com a estabilidade do contrato de três anos assinado com o Coxa

  • Marcio Reinecken
Agora atacante, Jefferson chega amanhã para acertar o contrato de três anos com o Coritiba: jogador de 26 anos espera subir para a elite com o Alviverde |
Agora atacante, Jefferson chega amanhã para acertar o contrato de três anos com o Coritiba: jogador de 26 anos espera subir para a elite com o Alviverde
 
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Jefferson não consegue lembrar a última vez que passou um ano inteiro na mesma equipe. Por isso, não é à toa que o goleador do Gaúcho, com 13 gols, pelo pequeno São José, escancara a empolgação com o contrato de três anos de du­­ração que deverá assinar com o Coritiba amanhã à tarde.

Ontem, ao atender o telefone, pa­­rou tudo o que estava fazendo e gritou para alguém, fora do gancho: “Es­­pera um pouco, deve ser o pessoal do Coritiba para ver o negócio das passagens”. Estava ansioso. Mas tampouco se incomodou em ficar um bom tempo contando sua larga história à Gazeta do Povo.

Jefferson Luís Teixeira Silva, nascido em 23/11/83, porto-alegrense, meia que virou atacante neste ano, 1,81 m, 80 quilos... E muita disposição. Pois, com 26 anos, não há mais tempo a perder.

“Acho que fui prejudicado por meus empresários. Às ve­­zes, as pessoas que trabalham para a gente querem ganhar mais di­­nheiro que a gente. Aí ficam fazendo você ficar viajando de um lado para o outro, sem parar em time nenhum e ter uma sequência”, afir­­ma ele, que, embora tenha se destacado por várias equipes, nunca recebeu chance real em um time grande.

Curiosamente, quando era amador, Jefferson passou pelo Paraná. Ele tinha 16 anos, mas após quatro meses seu empresário não se acertou com o Tricolor. O atleta foi para a Segunda Divisão do Rio Grande do Sul, jogou no profissional do pequeno São Paulo-RS. Depois, acabou voltando para os juniores de outros clubes gaúchos até os 20 anos, quando foi di­­reto para o exterior. Então, revezou clubes de países como Repú­­blica Tcheca, Paraguai, Uruguai, Colômbia com os nacionais Apa­­recidense-GO, Cri­­ciúma-SC, Santa Cruz-PE, entre outros, até chegar no Zequinha – o xodó dos torcedores na capital gaúcha. “Faz um ano eu estou com outro procurador (Alex Rodrigo). E ele se preocupa mais com contratos de longo prazo”, explica.

Durante o Gauchão, Jefferson foi sondado por Grêmio e Inter, mas não houve proposta. Já no caso do Coxa, o importante – diz – “foi o projeto”. Mas, se seu plano se concretizar, os três anos no Alto da Glória se transformarão em um. “Pretendo fazer um bom campeonato e subir com o Coritiba à Série A. Será uma grande valorização para mim e para o clube”, diz.

Em qual posição, nem Jefferson sabe mais. Afinal, começou como meia no São José, mas, como o time errava a pontaria, foi alçado ao ataque no segundo turno pelo técnico Argel. Virou o goleador do Gau­­chão.

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