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Paranaense

Clássico do reencontro

Dez coxas-brancas, entre jogadores e integrantes da comissão técnica, voltam hoje à Vila para enfrentar o ex-clube

Marcelo Oliveira, técnico do Coritiba, é o símbolo do êxodo paranista para o Alto da Glória | Hedeson Alves/Gazeta do Povo
Marcelo Oliveira, técnico do Coritiba, é o símbolo do êxodo paranista para o Alto da Glória (Foto: Hedeson Alves/Gazeta do Povo)

Quando o ônibus do Coritiba chegar à Vila Capanema hoje para o primeiro clássico do Paranaense 2011, uma legião de ex-paranistas terá a sensação de reencontro. Vá­­rios integrantes do atual elenco alviverde estão mais habituados ao Durival Britto do que com o próprio Couto Pereira, casa que acabam de adotar. Com passagens curtas, longas, recentes ou antigas, pelo campo ou pela comissão técnica, dez profissionais que defenderam o Tricolor estarão, a partir das 17 horas, do lado oposto.

O interesse coxa nos atletas do "coirmão" é recorrente e muitos já fizeram a ponte entre a Vila e o Alto da Glória. Mas nunca tantos ao mesmo tempo. A ponto de a torcida tricolor estar muito mais familiarizada com os rivais do que com a sua própria equipe. Cir­­cuns­­tância agravada pela intensa reformulação no fim do ano, com despedidas por atacado e a contratação de mais de um ti­­me inteiro. Situação refletida na tabela: a liderança alviverde x a lanterna tricolor (até o fim da se­­gunda rodada).

"O grupo do Paraná mudou muito. Fica difícil falar daquela época e de hoje", disse o meia Davi, após uma pausa e esboçando certo pesar pelo seu ex-clube. Ele esteve na Vila em 2009 e fará a sua estreia hoje com a camisa verde e branca. "Uma diferença é que o Coxa tem jogadores identificados com o clube, há dois, três anos aqui. Já o Paraná não consegue isso porque troca as peças constantemente. Mas é um time forte no estado e quando se acertar vai dar trabalho", prevê o jogador.

Assim como Davi, Leonardo, Eltinho e Léo Gago chegaram tanto ao Tricolor quanto ao Coxa via empresa L.A. Sports de agenciamento de atletas. Rafinha, com passagem pelo clube em 2009, Anderson Aquino em 2010 e Tcheco, único revelado pelo Paraná, mas dispensado logo após o título estadual de 1996, completam a lista atual de atletas com a dupla Paratiba no currículo.

A cobiça do Coritiba também mirou o banco de reservas. O técnico Marcelo Oliveira trabalhou no Paraná no ano passado, foi chamado para substituir Ney Franco e levou com ele o auxiliar Cleocir Santos, o Tico, e o preparador físico Juvenilson de Souza. "Prefiro falar do Coritiba. É o meu clube hoje. Estou muito satisfeito com o trabalho que está sendo desenvolvido", disse às vésperas do clássico. Sobre o antigo empregador apenas um "tenho muito respeito".

Já o paranista Roberto Cavalo, que treinou Davi e Rafinha, não se importou em falar dos oponentes. "A gente sabe que eles conhecem bem o campo, a nossa torcida. Esses jogadores que já jogaram aqui são bons. Tanto que saíram, foram para o Coritiba e estão bem. São líderes. Conversamos com os que estão aqui que, para sair, eles têm de mostrar um melhor futebol", ensina.

O presidente Aquilino Romani rebate. "Não vejo o Paraná como um trampolim para outros times. Essas mudanças fazem parte do mundo da bola. Se tivéssemos condições de pagar os salários que o Coritiba paga hoje, quem sabe, teríamos os jogadores aqui conosco. Mas nossa realidade é outra, pois não podemos atrasar os pagamentos. Nós também ficamos felizes quando nossos atletas conseguem bons contratos com outros times", justifica o dirigente, sobre o êxodo pró-rival.

Ao vivo

Paraná x Coritiba, às 17 horas, na Rádio 98 (FM 98,9) e no tempo real da Gazeta do Povo.

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