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Copa do Brasil

Classificação suada

Vitória magra sobre o Sampaio Corrêa garante a vaga do Atlético na próxima fase e serve de lição para a Série B

O meia-atacante Marcinho fez o único gol da partida que classificou o Atlético para a segunda fase da Copa do Brasil: vitória apertada sobre o Sampaio Corrêa | Henry Milléo/ Gazeta do Povo
O meia-atacante Marcinho fez o único gol da partida que classificou o Atlético para a segunda fase da Copa do Brasil: vitória apertada sobre o Sampaio Corrêa (Foto: Henry Milléo/ Gazeta do Povo)

Foi mais difícil do que a torcida imaginava. A vaga do Atlético na se­­­gunda fase da Copa do Brasil veio acompanhada de uma dose de so­­fri­­mento: a vitória por 1 a 0 sobre o Sampaio Corrêa-MA, ontem, na Vi­­la Capanema, foi exatamente na me­­dida. Pelo regulamento, o gol fo­­ra de casa na derrota da partida de ida, por 2 a 1, valeu a suada classificação. Agora, o Furacão vai pe­­gar o Criciúma em data indefinida.

O roteiro das duas partidas contra o time maranhense serviu de exemplo e aprendizado pa­­ra o que o time de Juan Ramón Carrasco vai encontrar na Série B, em maio.

Gramados ruins e adversários retrancados criam uma margem de erro pequena. Por isso, a quantidade de oportunidades desperdiçadas pode se tornar motivo para lamentação. É o que preocupa Paulo Baier, o jogador mais experiente do elenco, com 37 anos.

"É importante que tenhamos conseguido a classificação, mas precisamos amadurecer, principalmente os meninos. Desse jeito, na Série B, teremos dificuldades. Às vezes queremos fazer muita correria e isso dificulta. É um apren­­dizado e vamos melhorar", analisou.

Enquanto o capitão demonstrou descontentamento com a atua­ção da equipe, o comandante Carrasco foi por outra linha de ra­­­ciocínio. Para ele, perder gols está na prancheta do estilo de jogo que ele implantou no CT do Caju.

"Nosso time tem muita vontade e muita velocidade. E quanto tem isso, há imprecisão, seja por vir­­tude dos rivais ou por nossa própria deficiência. Nossa mentalidade é jogar no ataque e para ganhar", defendeu.

Mesmo assim, o treinador reconheceu que sobrou nervosismo para reverter o resultado. "Que­­­­ríamos definir a partida já no primeiro tempo e em alguns momentos nos atrapalhamos. O gol começa a fechar, os minutos passam e a bola não entra. Mas veio o gol ficamos muito contentes com a classificação", fechou Car­­rasco.

A "catimba" do Rubro-Ne­­gro, que entrou atrasado em campo duas vezes, rendeu um comentário forte do técnico rival, Jo­­sué Tei­­xeira. "Isso [a demora para en­­trar em campo] é coisa daqueles times argentinos e uruguaios que jogavam Li­­ber­­tadores quando não tinha rádio e tevê. É uma coisa ul­­trapassada. Se o Atlético pensa nessa mentalidade para jogar a Série B, deve se preocupar em brigar pa­­ra não cair para a Série C."

Com a passagem garantida pa­­ra Criciúma, a preocupação re­­torna para a competição estadual, na qual o Furacão ainda per­­segue os líderes Coritiba e Lon­­dri­­na para tentar garantir o título por antecipação. No domingo o adversário é o Roma, em Apu­­ca­rana, às 16 h, no Estádio Bom Je­­sus da Lapa.

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