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Copa do Brasil

Classificado, Coritiba desfruta do lado bom da derrota

Primeiro revés da temporada não mudou o bom ambiente no clube e aliviou a pressão pela invencibilidade

Os jogadores Jonas e Marcos Paulo brincam durante o treino do Coritiba, que não perdeu a descontração após primeira derrota | Albari Rosa/ Gazeta do Povo
Os jogadores Jonas e Marcos Paulo brincam durante o treino do Coritiba, que não perdeu a descontração após primeira derrota (Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo)

Pode parecer estranho, mas o revés diante do Palmeiras fez bem ao Coritiba. Sem a pressão por manter a sequência de vitórias, que chegou a 24 partidas e virou recorde brasileiro, o Coxa voltou aos trabalhos, ontem à tarde, em clima de relaxamento total e sentimento de dever cumprido – pelo menos, en­­quanto a bola não rolar diante do Ceará, na semifinal.

Descontração no CT da Graciosa que começou bem antes, ainda em São Paulo, nos vestiários, depois da derrota por 2 a 0 no Pacaembu. O clima leve perdurou por toda a viagem de volta a Curitiba, e era evidente no desembarque no Aeroporto Afonso Pena. Recep­­cionados pelo aplauso dos torcedores e pela curiosidade da imprensa, o elenco alviverde foi só sorrisos.

"Teve um lado bom perder, com certeza. A gente não queria, mas deu uma amenizada. O tempo inteiro todo mundo falava da invencibilidade, os jornalistas sempre perguntando, insistindo. Nosso time não estava tão preocupado com isso, aconteceu ao natural", declara o lateral-direito Jonas.

O clima alegre e as brincadeiras no centro de treinamento, para o jogador, não são novidades – vêm desde o início da temporada. Mas o fato de o Co­­xa ter alcançado uma semifinal de Copa do Brasil, pela quarta vez, deixou o ambiente ainda mais alegre. "É um orgulho, sem dúvida, que deixa todo mundo mais unido. E esperamos ir ainda mais longe e estamos confiantes de que isso é possível", revela Jonas.

O encerramento de um compromisso extremamente desgastante também beneficia o técnico Marcelo Oliveira. A partir de agora, ele pode concentrar o discurso, no dia a dia e nas preleções, somente em superar o Ceará, sem que seja imprescindível, para chegar à final, vencer sem as duas partidas. Um empate e uma vitória, por exemplo, carimbam o passaporte para a decisão.

"Sinceramente, eu não queria perder. Preparo sempre para buscar vitórias, mesmo que às vezes elas não aconteçam. Mas foi um bom momento para acontecer, a gente tira esse peso, conseguimos um recorde que ficou na história e que talvez não seja batido num tempo curto. Mas não era o nosso objetivo", avalia o técnico Marcelo Oliveira.

Sobre o clima coxa-branca, o treinador tem a mesma impressão. "Estamos completamente voltados e felizes pelo trabalho, um ambiente muito bom e vamos buscar vivenciar ainda mais esse momento nos jogos decisivos. É uma oportunidade imensa de chegar à Libertadores e conquistar um título inédito, estamos concentrados nessa missão", comentou.

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