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Natação

Clodoaldo luta para reaver supremacia

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Um dos maiores nomes da história paralímpica brasileira, o nadador Clodoaldo Silva estreia hoje nos Jogos de Londres em busca da redenção. Na capital inglesa, ele vai buscar o primeiro ouro individual dele na categoria S5, na qual compete desde 2008 e em que não tem o mesmo desempenho de sua categoria anterior, a S4.

O clima que antecede a participação do "tubarão" – como é conhecido – em sua quarta Paralimpíada é bem diferente do que ele enfrentou há quatro anos.

Poucos dias antes da disputa na China, Clodoaldo ainda não sabia em que categoria iria competir. Após um protesto do comitê espanhol, o brasileiro passou por reavaliações funcionais: passou da S4 para S5 (quanto maior o número, menor o grau de deficiência do atleta). Sentindo-se injustiçado, o nadador – que passou de superatleta para quase coadjuvante – admite que competiu sem motivação. "Em 2008, eu quase abandonei o esporte depois de toda aquela polêmica", lembra.

Clodoaldo teve paralisia cerebral em razão de falta de oxigênio durante o parto, o que afetou os seus movimentos das pernas e a coordenação motora. Ele começou a nadar durante o processo de reabilitação e, na categoria S4, Clodoaldo tornou-se o grande ídolo paralímpico do país. Foram 12 medalhas em Paralimpíadas, além de 11 conquistas douradas nos Parapan-Americanos de 2003 e 2007.

"Eu separo o movimento paralímpico entre antes e depois de Atenas-2004 [quando ganhou seis ouros]. Tudo cresceu depois daquilo, fui eleito o melhor atleta paralímpico do mundo, tive outras premiações. Até um tempo atrás, as pessoas com deficiência eram vistas como coitadinhas, incapazes. Depois daquilo, elas passaram a ser ídolos. Eu fiz parte disso", conta.

Na nova classe, até aqui, Clodoaldo subiu ao lugar mais alto do pódio apenas em revezamentos, o que ocorreu no Mundial da Holanda de 2010 e no Parapan de Guadalajara, no ano passado. O ouro individual inédito é um dos objetivos em Londres. "Vou nadar quatro provas [a primeira, hoje, é os 50 m livre]. Espero disputar medalhas em todas elas", projeta.

*O jornalista viajou a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro

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