A alegria pela saída do Paraná da zona de risco contrasta com momentos de turbulência política no clube. Ontem, nas sociais da Vila Capanema, estava o presidente José Carlos de Miranda, personagem central da agitação que desde o fim da semana passada tomou conta dos bastidores do Tricolor, dando margem a diversas especulações e boatos.
Ele tratou de desmentir rumores de que havia pedido afastamento. "Me senti mal na quinta, fiz exames a pedido do médico e descansei. Só isso, não me afastei. Continuo enquanto minha saúde permitir e não surgir nenhum fato novo", disse.
Fato novo pode ser até mesmo a posição do time na tabela do Brasileiro, o que, segundo Miranda, estaria motivando tal perturbação. "Essa situação só aconteceu por causa dos resultados em campo", afirmou.
Enquanto se recuperava em Morretes do súbito mal-estar, Miranda que está no trimestre derradeiro do seu mandato recebeu a visita de membros da diretoria na sexta-feira. Em pauta, a discussão da chapa até então apoiada pela situação, encabeçada pelo atual vice-presidente de futebol, José Domingos.
Até sexta-feira, ele era o candidato apoiado pela atual cúpula paranista. A reunião mudou isso. Agora, Aurival Corrêa será o candidato a presidente apoiado pela situação. Márcio Vilella e Aquilino Romani serão o primeiro e segundo vice-presidentes, respectivamente, e José Domingos continua como vice de futebol. "Fizemos isso para promover a união no clube", explicou Miranda. ( BM, FM e RL)



