
O período de Alex Mineiro sem marcar gol foi encerrado ontem, exatamente oito meses, três dias e três horas depois de ter começado. Ninguém esperava que fosse durar tanto quando o centroavante atleticano abriu o placar contra o Atlético-MG, aos 10 minutos de jogo, no dia 13 de setembro do ano passado.
Alegria passageira. O Galo virou aquela partida e o Rubro-Negro lutou até o fim do Brasileiro para escapar do rebaixamento. Paralelamente à saga do time, Alex passou a se lesionar seguidamente, tornando dramática a sua quarta passagem pelo clube. Talvez por isso, ele não se importe que o seu 51.º gol na Arena tenha vindo de pênalti. Aos 9 do segundo tempo, o segundo maior artilheiro do estádio o primeiro é Kléber Pereira pegou a bola e não se incomodou com a desconfiança do torcedor, que gritava o nome de Alan Bahia, o cobrador oficial.
"É sempre bom marcar, independentemente se é de pênalti ou com a bola rolando. Passei por uma dificuldade grande, e isso dá tranquilidade. Foi muito tempo sem marcar gol, muita cobrança", afirmou o jogador, que preferia ter combinado o retorno da bola na rede com uma vitória. "Valeu pelo gol, mas mesmo assim saio triste. O Atlético precisa urgente de um resultado positivo, pois está difícil." O centroavante não esconde a expectativa de ter iniciado uma nova reviravolta em sua carreira. Mudança que espera ver completada no Mineirão, no próximo domingo. Coincidentemente, pensando em fechar definitivamente o ciclo nebuloso, a partida será novamente contra o Galo.
"Eu sempre marco no Mineirão. Seja contra o Cruzeiro ou o Atlético", disse, confiante também em, da próxima vez, fazer o gol com a bola rolando. Afinal, o Atlético de ontem foi mais uma vez dependente da bola parada. O primeiro veio de outro jogador criticado: Netinho, cobrando falta. "É nos detalhes que estamos pecando. Às vezes é um homem a menos, às vezes entregando a bola. Temos de melhorar", disse.



