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Olimpíada

COI cede à pressão e libera atletas a fazerem publicidade nos Jogos do Rio-2016

Polêmica ganhou voz em 2012, em Londres, quando o ex-nadador Michael Phelps teve suas medalhas ameaçadas por tirar fotos para um anúncio em período proibido pela entidade

Os atletas venceram a queda de braço com os dirigentes do COI (Comitê Olímpico Internacional). Nesta quinta (26), o comitê executivo da entidade liberou a participação de esportistas em campanhas publicitárias “genéricas” durante os Jogos do Rio.

Até então, os atletas eram proibidos de anunciar marcas concorrentes aos dos patrocinadores do COI no período dos Jogos. Os esportistas corriam o risco até de exclusão da Olimpíada.

Logo após os Jogos de Londres, a norte-americana Lashinda Demus, medalha de prata nos 400 m com barreiras, iniciou o movimento.

O ex-nadador Michel Phelps quase perdeu suas seis medalhas (quatro de ouro e duas de prata) conquistadas em Londres por ter feito um anúncio para uma marca de roupas.

As fotos de Phelps para a marca francesa Louis Vuitton foram divulgadas no dia 12 de agosto de 2012, a três dias do final do período imposto pelo COI para a restrição de publicidade aos atletas.

A vitória dos atletas vai obrigar o COI a mexer no capítulo 40 da Carta Olímpica, que regulava a publicidade.

Na ocasião, os atletas protestaram pelo twitter. A maioria dos posts simplesmente dizia “tenho orgulho de ser um atleta olímpico, mas exigimos mudanças na regra 40”. Diversos atletas americanos postaram mensagens quase simultaneamente no Twitter, de maneira coordenada.

O COI alegava a ameaça a Phelps era uma tentativa de “proteger o dinheiro que entra nas Olímpiadas”. Segundo a entidade, os atletas que reclamavam eram “sortudos” por terem grandes patrocinadores.

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