
O torcedor vai ao estádio para ver seu time meter gol óbvio, mas é que nem sempre isso acontece, e aí, meu amigo, a decepção é profunda. Que tal então quando se pode acompanhar uma legítima "lavada"? Foi o que ocorreu no dia 16 de agosto de 1995, no Couto Pereira. Neste dia, a partir das 20 horas e 30 minutos, o Coritiba foi anotando um tento atrás do outro até enfiar 8 a 0 na Ferroviária, pela Série B do Brasileiro.
Tantos foram os gols que quem chegou atrasado perdeu. O cara que se enrolou na compra do amendoim também perdeu. E aquele que teve de ir ao banheiro, por motivo de força maior ou mesmo caso fortuito, perdeu vários gols. E naqueles tempos pré-rede mundial de computadores, o balançar das redes era fenômeno raríssimo podia ser avistado ao vivo ou, no máximo, mais uma vez na tevê.
Mas vamos ao que interessa. Não perca a conta. Cruzamento na área e Zambiasi aquele que jogava como zagueiro de bigode mesmo sem possuir um testa no ângulo para abrir o placar. Marcos Gaúcho toca para Ademir Alcântara e o gentleman da meia-cancha chuta cruzado. O ainda menino de tudo Alex lança e Dirceu engrossa a vantagem. Gralak cobra "penaltê" com violência e faz o quatro. Alex aproveita o rebote e constrói a goleada. Ademir Alcântara, de canhota, marca novamente. Marcelo Souza faz o seu e decreta o estado de sapeca-ia-iá. E, finalmente, Daniel testa para o gol para determinar a humilhação suprema.




