As peripécias dos dirigentes do Coritiba para tentar viabilizar a operação de marketing envolvendo o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho estão mantendo os torcedores no modo expectativa.

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Verificaram-se tantas divisões internas, declarações e desencontros entre os dirigentes que provocaram até a reação do treinador Paulo Cesar Carpegiani, um dos favoráveis ao intento de implantação do programa de recuperação física e técnica do famoso astro futebolístico.

Isso nos remete à invenção do marketing.

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Mais propriamente a meados do século 18 quando o americano Phineas Taylor Barnum (1810-1891) revolucionou o conceito de cultura popular e criou o circo mais famoso da época.

Barnun inventou a propaganda e foi o primeiro empresário a investir em aberrações, como homens deformados, gêmeos siameses, mulheres barbadas, com inigualável talento para o “showbizz”.

Entre as atrações do seu circo em Nova York, destacavam-se a Sereia de Fejee, o Pequeno Polegar – na verdade um anão conhecido como General Tom Thumb, que encantou a rainha Victória ao ser apresentado à soberana inglesa e brincar com seus netos no Palácio de Buckingham -, e o elefante Jumbo, o primeiro a sair das savanas e florestas africanas para ser apresentado ao público ocidental.

Barnun também foi o responsável por abrir o primeiro aquário para exibição e contribuiu para a história da cultura popular americana de forma notável.

Ao lado de cada jogada mercadológica espalhafatosa para vender o espetáculo e produtos relacionados, ele exibia dezenas de objetos de inegável valor histórico e científico. Seu museu em Nova York chegou a apresentar um esqueleto de mastodonte e múmias egípcias, até então nunca vistas no país.

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Mas ele não resistia à tentação de valorizar sua faceta circense e logo adicionou atrações como o menino-leopardo – um garoto vítima de uma curiosa doença na pele – e homens magérrimos, verdadeiros esqueletos humanos.

No auge da popularidade do museu, um incêndio destruiu o prédio e Barnun teve a ideia de montar um circo itinerante. Foi o primeiro empreendedor a transportar seu circo de trem e a usar dois palcos circulares para ampliar o número de bons lugares para o público.

Gênio de marketing, ele criou o maior espetáculo da Terra ao unir o Barnun & Bailey com o circo Ringling Brothers. Foram quase 150 anos na estrada do sucesso.

Barnun também ficou famoso pelo que disse: “Se der um tiro no sol, posso acertar uma estrela”; “Nasce um otário por minuto”; “As pessoas são obcecadas pelo macabro e pelo desconhecido, e eu dou a elas exatamente o que elas querem”.

Fechou a conta de uma vida fantástica como prefeito da cidade de Bridgeport, no estado de Connecticut.

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