"Fique de olho no apito, Que o jogo é na raça, E uma luta se ganha no grito. E se o juiz apelar, Não deixe barato. Ele é igual a você e não pode roubar". Assim começa a famosa música popular Camisa Molhada, do consagrado Carlinhos Vergueiro. Pois é, tão logo terminaram os jogos decisivos de anteontem ficou registrado mais um capítulo obscuro da atual arbitragem do futebol brasileiro: erros graves dos auxiliares de linha nas duas partidas, com Luan impedido no primeiro gol do Atlético-MG e Paulão impedido no gol do Internacional.

Com os resultados deformados pelos equívocos da arbitragem, o Cruzeiro saiu prejudicado na largada das finais da Copa do Brasil e o São Paulo na disputa pelo título do Campeonato Brasileiro. Até quando os clubes, os torcedores e a própria imprensa seguirão passíveis com tantos absurdos cometidos por aqueles que recebem para apitar os jogos com correção e lisura?

Há quem afirme que se trata de reflexo do atual estado das coisas no país abalado por um governo que desagrada quase todos os setores, mas que teve a capacidade de reeleger-se indicando mais quatro anos de grandes dificuldades diante da grave crise financeira; tantos escândalos provocados por políticos e agentes públicos; uma série sem fim de violência nas cidades dominadas pelo tráfico de drogas e tantos outros crimes que revelam a face da sociedade extremamente agressiva.

A meu ver, os ânimos estão muito exaltados e qualquer discussão de trânsito pode acabar em morte, porém, o problema das péssimas arbitragens do futebol não tem nada a ver com a crise ética e moral do país. Trata-se de interpretações equivocadas por absoluta incompetência técnica, mesmo quando envolvem árbitros e bandeirinhas credenciados pela Fifa.

Não podemos permanecer coniventes com os repetidos erros que modificam os resultados dos jogos e dos próprios campeonatos em andamento.

Rodada

Enquanto o Atlético respira aliviado, o Coritiba terá de fazer por onde para afastar-se ainda mais da zona de rebaixamento.

O alívio atleticano não deve transformar-se em proselitismo de encerramento de temporada, afinal o time acumulou fracassos de janeiro até agora com campanhas decepcionantes na Libertadores, no Paranaense, na Copa do Brasil e no Brasileiro em andamento. Muita coisa precisa ser feita para recolocar o Furacão na rota do sucesso e uma vitória sobre o Sport passou a ser exigência da torcida.

Se não for possível vencer o Flamengo, que o Coxa arranque pelo menos o empate jogando fora para diminuir a pressão sobre os jogadores nas partidas finais no Alto da Glória. Os duelos recentes entre as equipes pela Copa do Brasil estão bem vivos na memória do torcedor coxa-branca que espera a repetição da exibição contra o Corinthians.

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