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Quanto mais uma equipe consegue mostrar en­­trosamento, força co­­letiva e capacidade de superar os adversários, até com relativa facilidade, aumenta a expectativa do torcedor que sonha em alongar a lua de mel com as vitórias.

É mais ou menos isso o que tem acontecido com muitos torcedores do Coritiba. Eles começam a enxergar nos gols sofridos, em jogos com equipes de menor envergadura técnica, um sinal de preocupação.

Primeiro, é preciso entender que não existe time perfeito e mesmo aqueles que arrebataram as plateias e conquistaram lugar de honra na história, um dia perderam. A única gloriosa exceção foi a seleção brasileira que jamais foi derrotada quando teve Pelé e Gar­­rincha juntos em campo.

Mas, provavelmente, se a nossa seleção disputasse campeonatos longos durante algumas temporadas, um dia seria abatida, mesmo contando com os dois maiores gênios produzidos pelo futebol brasileiro em todos os tempos.

Segundo, é importante destacar que os gols sofridos pelo Coxa ocorreram em momentos de absoluta superioridade técnica e com o escore praticamente assegurado. Verificou-se um certo relaxamento na marcação, lembrando que a marcação não é exatamente o ponto forte do time, que se impõe pela qualidade individual da maioria dos jogadores e pelo elevado grau de aproveitamento do seu ataque.

O técnico Marcelo Oliveira, experiente e consciente de que um dia a invencibilidade vai acabar, tem procurado corrigir o posicionamento defensivo e, sobretudo, alertado os jogadores para o aumento de expectativa gerado após cada novo resultado de vitória.

Os jogadores precisam conter a ansiedade e manter o ritmo, não se deixando levar pela empolgação que de forma muito justificada toma conta da torcida.

Por enquanto, tem sido doce a imperfeição da equipe coxa-branca.

Os maiores desafios virão na sequência da Copa do Brasil, como ficou bem claro na dificuldade que São Paulo e Vasco tiveram para classificar-se e também na prematura eliminação do Galo mineiro.

O Caxias não chega propriamente a assustar, mas deve mostrar futebol alguns degraus acima do que temos observado no Campeonato Paranaense.

Na outra chave, o Atlético cru­­zará com o Bahia, também um adversário que promete oferecer maior resistência.

Trata-se de uma competição espetacular porque coloca a prova o poderio dos clubes mais renomados com aqueles que entram como franco atiradores.

Os confrontos entre São Paulo e Santa Cruz serviram como bom exemplo do que pode estar contido em duelos entre times de categoria completamente diferente. Os pernambucanos lutaram com muita dignidade e exigiram o máximo de um dos mais poderosos times de futebol do planeta.

Essa é a essência da Copa do Brasil que certamente apresentará novas surpresas nas próximas fases.

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