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Carneiro Neto

Tristeza atleticana

Todos sabiam que os jogadores estavam desgastados com a longa viagem ao México, mas esperava-se um pouco mais de empenho na partida contra o Figueirense porque estava em jogo a vaga na Copa Sul-Americana.

O que se viu na Vila Capanema foi um Atlético completamente desfigurado, desfibrado e entregue a própria sorte diante de um Figueirense interessado e disposto a vencer. E venceu, de goleada.

Com mais esta derrota o Atlético completou a sétima partida sem vencer, sendo a quinta do campeonato no qual ele esta se despedindo como começou: com futebol de baixo estrato técnico.

Paraná com tudo

Após a vitória sobre o São Caetano e o empate do Vasco, o Paraná ficou com tudo para garantir a última vaga na Libertadores. Terá de vencer o São Paulo, que provavelmente virá com um time reserva apesar dos protestos vascaínos.

A equipe de Caio Júnior mostrou personalidade e dominou amplamente o São Caetano, sendo que nas poucas tentativas do time rebaixado o goleiro Flávio fez boas intervenções.

No gol contra de Thiago o Tricolor abriu o caminho da vitória, que se materializou mesmo no segundo gol de Joelson.

O São Caetano, que já foi vice-campeão brasileiro e campeão paulista, caiu juntamente com a Ponte Preta. A propósito, o futebol de Campinas está de luto com a queda do Guarani para a Série C. Fortaleza e Santa Cruz completaram o quarteto da morte.

Coxa dividido

Tão doloroso quanto ficar fora do grupo dos classificados para retornar à Primeira Divisão é a constatação de que o Coritiba tornou-se um clube politicamente dividido.

Meio a meio, conforme indicação do resultado da última eleição.

A reeleição de Gionédis foi obtida por apenas um voto. A oposição contestou, ameaçou levar o caso à Justiça, mas recuou e só voltou a se manifestar após as derrotas do time no campeonato.

Sábado foi o último ato da temporada, com pequeno contingente de torcedores, reunido na praça do homem nu, dirigindo-se ao Alto da Glória na romaria que teve como destaque o ex-presidente Evangelino Neves. Transformado em beato milagreiro, uma espécie de Maria Bueno coxa-branca, Evangelino Neves tem sido usado de todas as formas contra o atual presidente.

Tudo muito triste e profundamente lamentável, pois quem tem um pouco de experiência na vida sabe que só a união, ou pelo menos, a correlação pacífica traz benefícios a uma entidade, ainda mais entidade esportiva, onde paixão, vaidade, amor, ódio e inveja se confundem em todos os momentos.

Os responsáveis pelo futuro do Coxa precisam mostrar sabedoria e, sobretudo calma, neste momento dramático de sua longa história.

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