O Coritiba levará à Justiça a tese de que não concluiu a contratação do atacante Giancarlo. Para isso, mostrará que os problemas contratuais citados por Vilson Ribeiro de Andrade são a alteração cardíaca que o empresário Marcos Amaral diz ter sido vazada à imprensa por Anderson Barros. O departamento médico do clube recusou-se a avalizar a contratação. O exame que disparou o alerta foi o de esforço cardiopulmonar, que apresentou alterações que não permitiam afastar isquemia miocárdica.
Até amanhã
O Coritiba tem até amanhã para informar à Justiça se cumprirá ou não o contrato de Giancarlo, não assinado pelo clube. O prazo foi determinado pela juíza do trabalho Anelore Rothenberg Coelho. No despacho, ela diz que não cumprir o acordo implicaria em rescisão de contrato. Ou seja, daria brecha para a ação em que Giancarlo cobra do Coxa cerca de R$ 4,4 milhões.
Teste pra cardíaco
O Coritiba tem, hoje, vínculo com dois jogadores com problemas cardíacos. O volante Moacir teve uma dilatação no miocárdio detectado no exame para concluir seu empréstimo ao Figueirense. O jogador foi devolvido e faz tratamento no Alto da Glória. O atacante Everton Costa, emprestado ao Vasco, teve uma arritmia em campo, passou por uma cirurgia cardíaca e não voltou a jogar. Está em tratamento no clube carioca até o fim do ano.
Solidários no prejuízo
Não é apenas Giancarlo que perde dinheiro ao não ir para o Coritiba. No Paraná, parte do salário do atacante era pago pelo seu empresário, Marcos Amaral. No Alto da Glória o pagamento seria integralmente feito pelo Coxa. Giancarlo também tem salários a receber na Vila Capanema.
No vermelho
O Atlético contabilizou seu primeiro prejuízo na Arena com público. Os descontos fizeram os R$ 202,7 mil de renda bruta em Atlético x Vitória virarem um déficit líquido de R$ 54,5 mil. Também foi o jogo desde a reabertura do Caldeirão à torcida com menor número de ingressos avulsos vendidos: 498.
Paga, Grêmio
O Paraná tenta receber os 150 mil euros a que tem direito, via mecanismo de solidariedade, pela venda do meia Giuliano do Dnipro ao Grêmio. O clube já pediu à CBF e à Federação Paranaense o passaporte desportivo do jogador, que comprova a transferência e registra o período da formação que o meia passou na Vila. O clube gaúcho também não fez o pagamento voluntário, como previsto no regulamento da Fifa sobre transferências.
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