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Do líder ao rebaixado Operário

Rodada intensa. Fazia tempo que uma última volta do campeonato não tinha todos os seus jogos com algum tipo de interesse. Ou era para definir as primeiras colocações, ou a classificação, ou a tentativa de fugir do rebaixamento.

A intensidade de gols nas etapas finais fez com que o torcedor fizesse contas a todo instante, para tentar conferir a posição em que seu time se encontrava naquele instante.

Não houve surpresas. Pelo menos em relação à expectativa da rodada decisiva, pois os rebaixamentos de Maringá e Operário não estavam na conta de ninguém antes do início do Estadual. Afinal de contas, eram o vice-campeão de 2014 e o campeão ainda vigente, este último de linda história no Paraná, com mais de cem anos de existência. Queda mais do que lamentada (principalmente por todos nós, ponta-grossenses), mas já anunciada desde a metade do turno, quando a equipe mostrou os sinais de fraqueza, dos quais não conseguiu se livrar.

Escrevo de Cornélio Procópio, onde vi de perto (transmiti para o Premiere FC) o Paraná Clube chegar em primeiro lugar para a fase eliminatória. O que significa ter a vantagem de sempre fazer a segunda partida em casa, seja contra qual adversário for, até a final, caso tenha êxito e chegue até lá.

A partida foi muito estudada, com duas equipes muito cuidadosas, por terem o benefício do empate. Os paranistas sabiam (e contavam com isso antes do jogo) da derrota do Malucelli em Londrina e o PSTC, com o ponto, teria de ver tudo errado com a turma lá de baixo para perder a vaga.

Mesmo assim foi jogo de pelo menos uma boa defesa de cada goleiro e duas bolas perigosas no travessão – tocando depois do chão, perto da linha fatal, por fora – e que terminou com o mais comemorado dos 0 a 0 que acompanhei nos últimos tempos. Todos festejaram, em campo e na arquibancada, cada qual por suas razões.

De resto, o Atlético foi de reservas e perdeu, o Coritiba fez algumas experiências e ganhou bem e o Foz do Iguaçu, com muita garra, segurou a vaga no empate fora de casa. O Cascavel escapou por pouco e o Rio Branco mais uma vez ficou pela boa, conseguindo se livrar por alguns detalhes finais.

Agora chega a fase decisiva, jogando fora qualquer tipo de favoritismo, pois o mata-mata nem sempre premia os melhores, podendo surpreender em lances isolados.

E o interessante é que a primeira rodada dessa etapa terá todos os times de Curitiba jogando fora, acumulando todos os jogos em casa nas partidas de volta, na semana seguinte.

Ah, sim, tem o recurso do Londrina. Tem, sim. Mas, pela tendência de julgamentos recentes do STJD, o Tubarão não vai recuperar os pontos perdidos.

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