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Série B

Com apoio da torcida, Coritiba mantém escalada rumo à elite

Com ajuda de seis mil pessoas em Joinville, Alviverde contabiliza agora nove jogos de invencibilidade. Vitória convincente anima a equipe de Ney Franco

Betinho comemora o primeiro gol na vitória por 2 a 1 do Coritiba contra o Sport: torcida alviverde deu um show na Arena Joinville | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Betinho comemora o primeiro gol na vitória por 2 a 1 do Coritiba contra o Sport: torcida alviverde deu um show na Arena Joinville (Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)
Confira a ficha técnica do jogo entre Coritiba e Sport |

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Confira a ficha técnica do jogo entre Coritiba e Sport

Para quem esperou tanto tempo para ver o Coritiba jogar, a vitória sobre o Sport, em Santa Catarina, foi um bom presente. Uma festa que ainda não tinha sido vista no exílio coritibano (5.860 pagantes). Um placar que não reflete o que foi o jogo (2 a 1), mas mostra o quanto será difícil este campeonato – batalha após batalha. E nem sempre com o apoio de ontem (leia mais nesta página). Mas não é momento de pensar nisso: graças à vice-liderança (o Coritiba chegou aos 21 pontos, contra 23 do Náutico) e uma bela apresentação.

"Magrãaaaooo!" era o grito mais ouvido por quem estava com ouvido no radinho ou nas cabines de imprensa. Os narradores não cansaram de gritar o nome do goleiro rubro-negro, que só no primeiro tempo fez seis defesas acima da média.

"A gente está jogando bem, perdemos várias chances para fazer mais um gol", analisou Betinho, autor do primeiro gol coxa. Ele fez, o conjunto sobrou. "Isso é importante. A gente teve um imprevisto [a lesão de Lucas Mendes no vestiário] e quem entrou está dando conta. Assim é que o coletivo [grupo] fica forte", valorizou o capitão Jéci, que apontou: "Deveria estar uns quatro a zero."

Devia, mas é Série B. E do outro lado estava o Sport, um dos rivais com maior tradição na disputa. E o que estava fácil foi ficando difícil. O ritmo alucinante do primeiro tempo caiu, com a melhor marcação do time pernambucano. No fundo, mais emocionante para quem desceu a serra. Uma segunda etapa muito mais equilibrada aguardava o Coxa. Jogo lá-e-cá, até que Marcos Aurélio, voltando de contusão, se reencontrou com as redes. Ainda assim, mostrando que não cairia fácil, o Sport descontou. E os minutos finais trouxeram apreensão e lições.

"A gente tem de fazer esses gols para dar tranquilidade lá atrás, porque senão todo jogo é esse sufoco", cobrou Jéci. "Foi um jogo em que a gente podia ter liquidado logo no primeiro tempo", reclamou Pereira. Ele cobrou, mas comemorou. "Valeu, a equipe deles é uma equipe que vai brigar para subir."

Voltar a vencer em Joinville, no dia em que a torcida esteve em maior número no estado vizinho, no entanto, não deu a liderança. Ainda, segundo Ramón. "A gente tava fazendo o inverso, tropeçando em casa e buscando fora. Se agora pontuarmos fora, com certeza vamos chegar."

Na próxima rodada, o Coritiba viaja a Goiânia, encarar o Vila Nova, pior time do campeonato até então. Para chegar ao primeiro lugar, o Coxa pode contar com uma ajudinha do rival tricolor.

Enquanto joga no Serra Dourada, olho na Vila Capanema, onde o líder Náutico encara o Paraná. A liderança agora pode não garantir nada, mesmo após nove jogos seguidos pontuando na competição. Mas em tempos de exílio, de viagens raras aos sábados, é mais um motivo para chegar mais tarde em casa.

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