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Brasileiro

Com Branquinho, Atlético encontra o reserva-padrão

Branquinho: dez jogos sob o comando de Carpegiani, nenhuma chance de jogar os 90 minutos | Daniel Castellano / Gazeta do Povo
Branquinho: dez jogos sob o comando de Carpegiani, nenhuma chance de jogar os 90 minutos (Foto: Daniel Castellano / Gazeta do Povo)

Para o jogo de desta quarta-feira (25), diante do Grêmio Prudente, fora de casa, o meia Branquinho pode ter uma certeza. Independentemente de começar ou não jogando, se o técnico Paulo César Carpegiani seguir o padrão adotado desde que chegou ao Atlé­­tico, entrará em cam­­po, mas não atuará os 90 minutos.

O atleta esteve presente em todos os dez jogos sob o comando do novo treinador, mas em nenhum deles ficou no gramado durante toda a partida. Duas vezes foi titular, contra Vitória e Vasco, mas acabou substituído. Nos oito confrontos restantes, Branquinho foi utilizado durante os jogos, tornando-se o 12.º jogador do técnico rubro-negro.

Depois de ver a torcida pedindo o sua entrada contra o Flamengo, o meia agora vive a expectativa de voltar entre os titulares, o que não ocorre há pouco mais de um mês. "É o que eu quero. Estou trabalhando, mas não fico perturbado com isso", garantiu o jogador, afirmando que não quer ser rotulado como o primeiro dos reservas.

A favor de Branquinho pesa o fato de ter ido bem no domingo e de conhecer o próximo adversário, por já tê-lo enfrentado no Paulista – o Santo André, ex-clube do jogador, eliminou o Prudente nas semifinais. "Joguei contra eles duas vezes neste ano. Têm uma equipe ofensiva, com jogadores novos e de qualidade", avaliou

Contra a presença do meia desde o começo, pesa a volta de Guerrón, que não jogou contra o Flamengo porque estava com uma lesão no tornozelo. Segundo o site do clube, o equatoriano, a principal contratação para a temporada, está recuperado e pode ter a sua escalação confirmada por Carpe­­giani hoje, fazendo com que Bran­­quinho brigue por uma posição com Maikon Leite.

Porém o próprio meia confessa que ainda não desempenhou no Furacão o mesmo futebol mostrado no Santo André, quando foi vice-campeão paulista e se destacou nas assistências e nos gols, sendo o terceiro artilheiro da equipe do ABC. "Aqui no Atlético acredito que falta eu chamar mais a responsabilidade. Mas na ho­ra que eu fizer o primeiro gol, vou tirar um peso das costas", apostou.

Apesar da busca por uma vaga, Bran­­quinho mantém o discurso tradicional, fazendo mé­­dia com o treinador. "Eu sou funcionário do Atlético, mas é ele que escala e sabe quando de­­ve tirar ou não."

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