
Já faz tempo que o torcedor do Atlético não sabe o que é terminar um jogo sem comemorar pelo menos um gol rubro-negro. A última vez em que isso não aconteceu foi no dia 4 de agosto, ainda na 15.ª rodada, quando perdeu para o São Caetano derrota que custou o emprego do técnico Jorginho. De lá para cá, porém, o Furacão não passou em branco em nenhuma das 17 partidas seguintes.
Essa marca é superior à de todos os rivais da Série B. Quem mais se aproxima é o atual líder Goiás, que vem marcando desde a 23.ª rodada. Na sequência aparecem Barueri, Criciúma e Paraná (25.ª), e América-MG (27.ª).
O período de "invencibilidade" do ataque coincide com a arrancada do time, que estava na 12.ª colocação na 16.ª rodada e que hoje está na 4.ª, um ponto à frente do São Caetano. São quase dois campeonatos diferentes. Comparando os dois turnos, fica evidente que a pontaria melhorou.
No primeiro, o Rubro-Negro anotou 23 vezes, com uma média de apenas 1,2 por jogo. Isso, levando em conta 19 rodadas. Na segunda metade, superou esse número no 9.º jogo. Até agora, fez 13 partidas e a equipe já tem 31 tentos (2,4 por jornada), contabilizando o ataque mais positivo do returno na virada, era o 12.º.
Os principais responsáveis por essa marca positiva não estavam no elenco ou não vinham sendo aproveitados, mudanças idealizadas pelo técnico Ricardo Drubscky. O atacante Marcão e o meia Elias somaram, cada um, seis gols no segundo turno. No entanto, o principal destaque tem sido o antes encostado atacante Marcelo, que marcou 11 vezes desde então e disparou na artilharia do time tem 13 gols e é o terceiro da competição. O trio, sozinho, representa os mesmos 23 gols da primeira metade.
Com menos alterações na formação do time, houve uma centralização na pontaria. A lista de artilheiros no primeiro turno tinha 14 nomes. No returno, apenas oito balançaram as redes. João Paulo (3), Paulo Baier (2), Henrique (1), Pedro Botelho (1) e Fernandão (1) completam esse grupo.



