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Com os pés no chão, Brasil encara Mundial de Judô

Equipe brasileira sabe que as 13 medalhas do Pan não se repetirão na acirrada competição

Com os pés no chão, o Brasil está preparado para encarar a maior competição de judô, o Campeonato Mundial, que será realizado desta quinta-feira, 13 a domingo, 16 de setembro, no Rio de Janeiro. Apesar do plano ambicioso de conquistar o melhor resultado do país em mundiais, a equipe brasileira sabe que a festa de medalhas do Pan não se repetirá na competição que reunirá os melhores atletas de 134 países. O Mundial terá transmissão ao vivo do SporTV, a partir desta quinta-feira, às 11h (de Brasília).

- No Pan, foram apenas 22 atletas disputando 14 medalhas. Não podemos comparar as competições. Não vamos achar que vamos ganhar treze medalhas novamente. Não é que não temos competência para isso, mas o equilíbrio é muito grande no mundo inteiro. Estamos aqui para buscar o pódio possível. Foram quatro anos de preparação e tenho certeza que a nossa equipe é a melhor que poderíamos ter no momento. Esperamos um resultado melhor do que o do nosso último Mundial – diz o presidente da Confederação Brasileira de Judô, Paulo Wanderley.

Para conquistar o melhor resultado do Brasil em mundiais, o país terá que superar as marcas de 2005, no Egito, quando garantiu um ouro (João Derly) e um bronze (Leandro Guilheiro).

O ex-judoca Henrique Guimarães, bronze nas Olimpíadas de Atlanta, acredita que a equipe brasileira conseguirá superar o desempenho de 2005 com folga.

- Temos chances de ganhar umas quatro medalhas. Para mim, os grandes favoritos são Tiago Camilo, João Derly, Leandro Guilheiro e a Edinanci. A Daniele Zangrando também pode brigar por uma medalha. O Brasil tem grandes chances de fazer um bom papel. A motivação da torcida é maior, os brasileiros não precisam se adaptar ao fuso horário de outro país etc. - avalia.

A equipe feminina, que subiu ao pódio em todas as categorias no Pan do Rio, também espera continuar evoluindo com uma bom desempenho no Mundial.

- Ainda estamos no começo de um trabalho que de longo prazo e o foco principal era o Pan. Nossa meta agora é ir bem no Mundial e credenciar o maior número possível de atletas para a Olimpíada de Pequim. O objetivo é levar a equipe completa aos jogos, algo que não acontece desde Barcelona, em 1992 - diz Rosicléia Campos, técnica da equipe feminina.

Equipe brasileira no Mundialpeso atleta-60kg (ligeiro) Breno Alves-66kg (meio-leve) João Derly -73kg (leve) Leandro Guilheiro -81kg (meio-médio) Tiago Camilo-90kg (médio) Carlos Honorato-100kg (meio-pesado) Luciano Corrêa +100kg (pesado) João Gabriel Schlittlerabsoluto Daniel Andrey Hernandes-48kg (ligeiro) Daniela Polzin-52kg (meio-leve) Érika Miranda -57kg (leve) Danielle Zangrando -63kg (meio-médio) Danielle Yuri -70kg (médio) Mayra Aguiar-78kg (meio-pesado) Edinanci Silva +78kg (pesado) e Absoluto Priscila Marques

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