
Quando o técnico Paulo Comelli diz que uma de suas prioridades da montagem do atual elenco do Paraná é a de contar com jogadores que já conhecia, está falando sério. E muito. Por isso, o treinador fez questão de contar com o meia Lenílson e o volante Hernani.
Enquanto Lenílson tem a função de atuar mais próximo ao ataque, criar jogadas e comandar o meio-de-campo, Hernani chegou à Vila Capanema com a função de vestir a braçadeira de capitão. A confiança vem de longa data e tem um retrospecto positivo: os três atuaram juntos no Noroeste, de Bauru, em 2006. Na época, o time do interior de São Paulo foi a sensação do Estadual ao ficar em 4.ª lugar, atrás apenas de Santos, São Paulo e Palmeiras.
Tanto Lenílson quanto Hernani não escondem que voltar a trabalhar com Comelli foi um dos fatores que os fizeram optar pelo Paraná. "Ele é um estudioso, tem uma visão muito boa do potencial de cada jogador. E tem personalidade. Mostra sua forma de trabalho, como espera que o jogador se comporte dentro e fora de campo. Fala pouco, mas deixa claro o que espera do grupo", diz Hernani.
"São dois jogadores de muita qualidade técnica. O Hernani ainda tem isso de ser um líder. Também no Marília era o capitão do time que eu treinava", diz Comelli.
Já de Lenílson, aposta que vai ser no Tricolor que o meia vai retomar à boa fase da carreira, quando deixou o Noroeste para integrar o elenco do São Paulo, onde sagrou-se campeão brasileiro de 2006. "Ele vai voltar a ser o Lenílson do São Paulo. Ainda está um pouco acima do peso. Mas, com essas semanas de trabalhos físicos, já perdeu dois quilos. E vai perder mais", diz o técnico. "Já temos um entrosamento e ele (Lenílson) sabe trabalhar bem a bola lá na frente, o que facilita para todo o time", afirma Hernani.
O capitão paranista conta que a confiança de Comelli em seu trabalho aumentou quando, depois da boa campanha de 2006 pelo Noroeste, abriu mão de propostas de clubes da Série A e permaneceu no clube. "Na época, pensei mais na minha família, em passar um tempo maior na mesma cidade, não trocar tanto meu filho de escola. Acho que o Paulo valorizou isso", disse Hernani.
No atual esquema tático, o volante deve atuar mais próximo da defesa, mas com liberdade para subir ao ataque como elemento-surpresa.



