
Concentração dois dias antes dos jogos e muita conversa. Após duas derrotas seguidas, para ABC e Duque de Caxias, duas equipes da zona de rebaixamento, são essas as medidas do Paraná para o momento de emergência. Tudo para não perder o rumo de vez na Série B.
Atitudes anunciadas por Paulo Welter, diretor de futebol do Tricolor, no sábado, após a derrota para o Duque de Caxias, por 2 a 1. "Vamos ter de conversar muito com a comissão técnica e tomar essas providências. Não podemos jogar o que jogamos, foi muito abaixo", disse.
Conversa que deve girar, principalmente, em torno das últimas expulsões, ambas por dois cartões amarelos. Diante dos potiguares, o zagueiro Freire deixou o jogo em lance infantil, após chutar a bola em um adversário caído. Contra os cariocas, Aderaldo foi excluído por duas faltas grotescas.
"Precisamos preservar, são jogadores do clube. Dentro daquilo que não têm produzido, o treinador vai ter de usar oturos. O jogo estava controlado até termos um expulso", comentou Welter. Ou seja, não ocorrerão punições.
Outro ponto importante é não deixar o ânimo do elenco cair. O Paraná vinha mal na competição até a chegada do técnico Sérgio Soares. Na estreia do novo treinador, derrota humilhante para o Atlético-GO, 5 a 0. Depois, três vitórias consecutivas. "Vamos lá que está tudo igual, tudo muito parelho. Não vamos desanimar", declarou o dirigente.
Porém, a realidade da competição é bem diferente. Com o técnico Sérgio Soares no comando, o Paraná chegou a ficar a seis pontos do G4. A derrota para o ABC aumentou em um ponto a distância. E o novo insucesso, no sábado, pôs mais dois degraus, chegando aos nove pontos.
A preocupação tem de ser, pelo menos no momento, com a zona de rebaixamento. Afinal, em relação à degola, não há separação nenhuma. Disputada a 15.ª rodada, o Tricolor tem os mesmos 17 pontos do seu algoz no Rio de Janeiro. Só não está entre os "rebaixáveis" por ter uma vitória a mais, cinco contra quatro.
Amanhã, o Paraná recebe o Bragantino, às 21 horas, na Vila Capanema.




