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Libertadores

Conmebol discute medidas para deter gripe suína

Diego Souza perde chance para o Palmeiras: gol da vaga veio no fim da partida | Cláudio Santana/ AFP
Diego Souza perde chance para o Palmeiras: gol da vaga veio no fim da partida (Foto: Cláudio Santana/ AFP)

São Paulo - A gripe que surgiu no México e se espalhou rapidamente pelo mundo pode também afetar a mais tradicional competição interclubes da América. A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) deve anunciar entre hoje e amanhã medidas para tentar evitar que a doença prejudique o andamento da Libertadores-2009. Os mexicanos Chivas e San Luis Potosi estão nos mata-matas da competição.

"A confederação enviou uma circular a todas as associações para que elas se manifestem sobre a situação, que afeta diretamente a Libertadores", declarou o porta-voz da entidade, Nestor Benítez. "Ouviremos os presidentes e, com base na opinião deles, serão adotadas as medidas mais convenientes."

Alterar o mando de jogos para que não haja partidas no México é uma das possibilidades. A suspensão da Libertadores, no caso da epidemia se agravar nos próximos dias, não está descartada, disse a Conmebol.

Nesta semana, vários eventos esportivos foram suspensos no México, entre eles uma corrida da A1GP, uma etapa classificatória para a Copa do Mundo de futebol de praia da Fifa e a final da Copa dos Campeões da Concacaf (Atlante x Cruz Azul). A 16ª rodada do Mexicano será disputada com portões fechados. Pelo menos dois atletas de equipes da primeira divisão estão internados com suspeita de terem contraído a gripe.

O presidente do Necaxa, Roberto Muñoz, pediu a suspensão do torneio. "Não faz sentido jogar sem torcida", justificou.

O mexicano Carlos Vela, atacante do Arsenal, passou dois dias sem treinar após ter apresentado sintomas da doença. Ele teve contato com amigos mexicanos que foram visitá-lo na Inglaterra. Os médicos do clube o liberaram terça-feira para voltar às atividades.

Fisioterapeuta do Puebla, o brasileiro Carlos Henrique Peçanha trancou as filhas em casa por conta da epidemia de gripe. "Elas não saem há uma semana. Só andam de máscara, e suspendemos os beijos de boa noite", conta o carioca, que vive há 14 anos no México.

A rotina no clube da primeira divisão também foi alterada: treinos fechados e entrevistas de máscaras. Peçanha viu o movimento em sua clínica diminuir. "Primeiro foi a fase de pânico nas pessoas. Agora as pessoas estão começando a se conscientizar."

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