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Contra o tabu e o ex-técnico

No reencontro com Carpegiani hoje, Furacão tenta vencer pela primeira vez nos últimos 27 anos o São Paulo fora da Baixada

O volante Deivid, que será improvisado na lateral direita hoje contra o Tricolor paulista, já que Élder Granja e Wagner Diniz não poderão jogar | Antonio More/ Gazeta do Povo
O volante Deivid, que será improvisado na lateral direita hoje contra o Tricolor paulista, já que Élder Granja e Wagner Diniz não poderão jogar (Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo)

O meia Branquinho, o mais velho do provável time atleticano que enfrenta o São Paulo hoje, às 21 horas, era apenas um bebê de quatro meses quando o Furacão venceu pela última vez, como visitante, a equipe paulista. O resto da equipe rubro-negra não tinha nem nascido. Diante do tabu de 27 anos sem saber o que é uma vitória na casa do Tricolor paulista, o Atlé­­tico tentará nesta noite quebrar es­­sa marca para voltar a integrar o grupo dos que se classificam para a Libertadores de 2011.

No dia 7 de maio de 1983, com um gol de Assis, a equipe atleticana venceu o São Paulo por 1 a 0. De­­pois ocorreram 12 partidas pelo Brasileiro em território paulista, com nove derrotas rubro-ne­­gras e três empates. Sem contar o revés na final da Libertadores de 2005, um dos motivos para a intensa ri­­validade entre os dois clubes.

Como todas essas partidas ocorreram no Morumbi, o técnico atleticano Sérgio Soares argumenta que hoje a história pode mudar. "Primeiro que tabu só existe para ser quebrado. Se­­gundo, que o jogo vai ser na Arena Barueri, então já tem uma situação diferente", disse o treinador. "Nós temos de ir lá pensando em vencer e consequentemente quebrar esse tabu", complementou o treinador.

Porém, para atingir o objetivo, Soares deve improvisar o volante Deivid, recém-recuperado de uma contusão, na lateral direita, já que Élder Granja está machucado e Wagner Diniz não pode jogar por estar emprestado justamente pelo São Paulo. Um problema que o ex-técnico rubro-negro Paulo César Car­­­­pegiani já tinha tido na época que comandava o Furacão, quando chegou a escalar o za­­gueiro Lean­­dro na posição.

Carpegiani, aliás, deve ser o cen­­tro das atenções nesse confronto. Depois de dirigir o Atlético por 22 rodadas no Bra­­sileiro, o treinador está há quatro jogos no São Paulo e utilizará tudo o que sabe so­­bre o Rubro-Negro hoje para manter a escrita. Do lado atleticano, a intenção é surpreender o ex-comandante.

"É uma reta final. Todo mundo está buscando o melhor para chegar lá em cima e o Atlético não é diferente. Vamos fazer uma coisa diferente lá para conseguir a vitória", afirmou o lateral-esquerdo Paulinho.

Mesmo com os 27 anos sem vi­­tória como visitante, o volante Chi­­co lembrou: é possível vencer. "No ano passado nós fizemos um grande jogo lá, estávamos vencendo por 2 a 1 até aos 42 de segundo tempo, quando eles fizeram um gol em impedimento. Mas a equipe mostrou que tem qualidade. Acre­­dito que nós temos de pegar [o ta­­bu] como uma motivação a mais e não como empecilho", afirmou o jogador, que só foi nascer quase quatro anos depois do famoso gol de Assis.

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São Paulo x Atlético, às 21 horas, no PFC e no tempo real da Gazeta do Povo.

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