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Macaris do Livramento e sua esposa, a campeã mundial pela Comissão Mundial de Boxe Rosilete dos Santos: Copa do Mundo é chance para amadores se projetarem | Marcelo Elias / Gazeta do Povo
Macaris do Livramento e sua esposa, a campeã mundial pela Comissão Mundial de Boxe Rosilete dos Santos: Copa do Mundo é chance para amadores se projetarem| Foto: Marcelo Elias / Gazeta do Povo

Na semana passada o Conselho Mundial de Boxe anunciou a criação da Copa do Mundo de Boxe Amador. Com o objetivo de renovar o quadro mundial de pugilistas (anualmente desfalcado por aposentadorias de grandes lutadores) e frear a migração do boxe para o MMA (Mixed Martial Arts), o novo campeonato ainda não tem formato e regulamento definidos, mas promete movimentar praticantes do esporte em todo o mundo.

Para o presidente da Federação Paranaense de Boxe, Macaris do Livramento, a competição seria uma alternativa bastante interessante para que promessas do esporte possam ganhar projeção mundial. "Seria excelente. Acho uma iniciativa muito legal, pois foge da mesmice que tomou conta do boxe hoje em dia", falou à Gazeta do Povo.

De acordo com o ex-pugilista, campeão do mundo pela Comissão Mundial de Boxe em 1996 e Brasileiro em 2002, o campeonato seria um concorrente ao promovido pela Associação Internacional de Boxe Amador (AIBA). "Esse campeonato não dá oportunidade para os verdadeiros pugilistas amadores. Apenas os lutadores que estão na seleção conseguem o direito de participar, ou seja, não há renovação".

Macaris aproveita para criticar a administração da Confederação Brasileira. "Há quase dez anos a seleção brasileira é a mesma, ou seja, não troca de atletas. E nesse período, eles não ganharam quase nada. Esse novo campeonato seria a oportunidade de atletas que não estão na seleção mostrar serviço", explicou. Segundo ele, todas as Federações do mundo poderiam participar do novo campeonato. Inicialmente, cada país faria eliminatórias para classificar representantes para a Copa do Mundo.

A confirmação da criação do campeonato foi feita pelo presidente do CMB, José Sulaimán, em Jeju, na Coréia do Sul. Para ele, a entidade sempre se destacou por sua característica reformista e que a chegada de novos atletas tem como objetivo repor vagas criadas pelas recentes aposentadorias de grandes campeões, como Óscar de La Hoya, Júlio César Chávez e Erik Morales.

Campeão se empolga com novo campeonato

O atual campeão Mundo Hispano pelo mesmo Conselho Mundial de Boxe, o paranaense Edson Foreman considerou a idéia muito boa para frear a ida de novos atletas para o Vale-Tudo. "Isso é ótimo, pois certamente vão aparecer novos talentos. Temos muito material humano com talento. Pena que a falta de divulgação ainda impeça que eles apareçam para o mundo todo. Sem essa divulgação, facilita que os atletas migrem para o vale-tudo, muito mais divulgado", disse.

O pugilista lamenta a falta de reconhecimento do esporte. Para ele, mais competições teriam que ser realizadas em Curitiba para que o esporte tivesse mais força. "É duro você lutar a vida toda e não ter nenhum reconhecimento. O esporte se perdeu. Competições como essa poderiam ajudar na recuperação do esporte".

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